Aba 1

    NOTÍCIAS

    Postado em 31 de Maio às 11h11

    Feirão do Imposto conscientiza sobre a alta carga tributária

    Evento, promovido pelo Núcleo de Jovens Empresários da ACIC Chapecó, também abordou importância da reforma tributária

    Debater o quanto de impostos são pagos pelos contribuintes foi um dos objetivos do Feirão do Imposto, que ocorreu neste fim de semana, no centro de Chapecó. A chuva não atrapalhou a iniciativa do Núcleo de Jovens Empresários (NJE) da Associação Empresarial e Comercial de Chapecó (ACIC), que também conscientizou sobre a elevada carga tributária nacional e abordou a importância da reforma tributária.

    O coordenador do Feirão do Imposto, Jaime Ceccon Júnior, relatou que impostos federais são responsáveis por cerca de 60% das arrecadações do País. Entre eles estão: IOF, Imposto de Importação, IPI, IRPF, IRPJ, Cofins, PIS/Pasep, CSLL e INSS. "Com a reforma tributária, o Brasil ganharia 20% de PIB e teria poder de mercado para competir com grandes países de primeiro mundo, como a China", exemplificou.

    Os impostos que incidem sobre alguns produtos de uso diário podem surpreender. De acordo com dados do Impostômetro, na alimentação, por exemplo, a carga tributária da carne é de 29%, do frango 26,80%, do leite 18,65%, do chocolate 39,61%, pão francês 16,86%, chope 62,20%, refrigerante lata 46,47% e ração para gato e cão 41,26%. Itens de uso pessoal: relógio 56,14%, barbeador elétrico 48,11%, telefone celular 39,80%, cosméticos 55,27% maquiagem (produtos nacionais) 51,41%, sabonete 31,13%, shampoo 44,20% e uma simples caneta 49,95%.

    Utensílios para a residência também têm elevada carga tributária: louça 44,52%, jogos de vídeo game 72,18%, televisor 44,94%, ar condicionado 48,22%, lâmpada elétrica comum 44,54%, forno microondas 59,37%, material de construção em geral 32,80% e álcool para limpeza 32,77%. Quem faz academia paga 26,86% em impostos. Do valor de uma moto até 125CC, 52,54% é imposto, e de um veículo 1.0, 33,81%. Os serviços públicos também possuem carga tributária alta: na conta de água, 24,02% do valor é imposto e na conta de luz, 48,28%. Para os combustíveis não é diferente. O álcool tem tributos de 29,48%, o diesel de 42,18%, a gasolina de 61,95% e o gás de cozinha de 34,04%.

    O Feirão do Imposto contou com exposição de produtos que integram a cesta básica, mostrando a porcentagem de impostos que cada um agrega ao valor de venda ao consumidor. Também foi exposto um carro fabricado no ano de 1966, mesmo ano que o Código Tributário Nacional entrou em vigor. "O objetivo foi trazer a reflexão de quão obsoleto o Código Tributário é, se comparado ao veículo", enfatizou Jaime.

    O evento também divulgou o movimento "Reclamar não paga imposto", do Conselho Estadual do Jovem Empreendedor de Santa Catarina (Cejesc). A iniciativa foi criada com o intuito de colher as principais sugestões dos contribuintes para a melhoria do sistema tributário. A ideia é mapear quais são as maiores dificuldades e os pontos que demandam mais atenção na busca por uma reforma tributária justa e efetiva para todos. Com as informações, será elaborado um documento que será entregue para os parlamentares. As contribuições podem ser feitas no site https://reclamarnaopagaimposto.com.br/.

    A coordenadora de comunicação do Feirão do Imposto, Stela Caroline Debastiani, frisou que neste ano o evento, realizado em nível nacional, completou 20 anos. "É um marco para o Feirão que, além de conscientizar as pessoas sobre a complexidade e a alta carga tributária, busca unir forças para cobrar a reforma tributária", realçou.

    O coordenador do Núcleo de Jovens Empresários, Vicente Aron Machado, acrescentou que o propósito dos impostos é fazer com que cada cidadão contribua com os serviços que utiliza como, por exemplo, saúde pública e meios de transporte. Porém, nem sempre os impostos parecem ter retorno no bem-estar das pessoas. O Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (Irbes) faz uma relação da soma da carga tributária com relação ao PIB com o Índice de Desenvolvimento Humano. São levados em consideração os 30 países com maior cobrança de impostos. O Brasil integra a pesquisa desde o início, em 2011, e está em última colocação. "São diversas pesquisas que mostram que os impostos são mal aplicados no Brasil. Por isso, defendemos uma reforma tributária justa e que simplifique o sistema tributário".

    Veja também

    O que você e sua empresa podem fazer para evitar o contágio do Coronavírus?19/03/20 Todos já sabemos que, embora não apresente um grau de letalidade alto, o Covid-19 (como é chamada a doença provocada pelo novo Coronavírus) tem uma alta capacidade de transmissão e, por isso, alguns cuidados devem ser adotados. Neste momento, devemos respeitar as determinações do decreto estadual nº 515 de 17/03/2020, que declarou situação de......
    Terceirização, um tema sempre em debate17/06/19 O tema "terceirização" é sempre objeto de dúvidas e equívocos no momento de sua aplicação. Tanto que já se tratou do tema em artigo publicado nesta Revista em maio/2015, quando em......
    "O resultado não vem de uma ação, é um somatório", afirma Clóvis Spohr30/09/20 Buscar conhecimentos e novas experiências, estar com as pessoas certas, inovar e construir uma trajetória de confiança e boa reputação. Esses foram alguns dos ensinamentos do empresário Clóvis Spohr durante sua......

    Voltar para Notícias