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    Postado em 11 de Setembro às 16h33

    Campanha oferta descontos e melhores prazos até domingo em Chapecó

    A estudante Débora Gonçalves, 23 anos, conseguiu trocar de celular por metade do preço nesta semana em Chapecó. A tela quebrada do antigo aparelho não permitia acompanhar as aulas on-line e interagir com amigos e familiares nas redes sociais. A situação acabou antecipando o seu presente de Natal e gerou boa economia para o bolso da estudante. "Tirei a semana para pesquisar e consegui um ótimo desconto. Comprei pelo aplicativo e retirei o produto na loja física", conta Débora, satisfeita com as ofertas encontradas no comércio da cidade durante a campanha Semana Brasil, que vai até domingo (13) em Chapecó.

    Outro consumidor que aproveitou as promoções foi Anderson Machado, 39 anos. Em busca de roupas mais confortáveis para o dia a dia, saiu da terceira loja visitada com 30% de desconto nas peças, mais prazo para pagar e a sacola cheia. Comprou moletons, camisetas e um pijama de presente para a esposa. "Com mais tempo em casa, a gente acaba priorizando o conforto e a necessidade", reflete.

    Os depoimentos dos consumidores resumem bem o momento vivido pelo setor econômico em todo o País, neste período de pandemia. Toda e qualquer promoção é bem-vinda, mas as que atendem às necessidades dos brasileiros diante do "novo normal" têm mais chances de fisgar os clientes e concretizar as vendas. Para os lojistas, fica o desafio: qual necessidade você venderá hoje?

    O empresário José Carlos Benini (Ciema Borrachas) atua no ramo de produtos de borracha automotiva e industrial e tem sentido uma leve melhora nas vendas desde agosto. Tanto mês passado, quando neste, o aumento alcançou 12%, fator que o deixa otimista para fechar o ano melhor. Como a indústria não parou por completo durante a pandemia e a linha automotiva abastece toda a cadeia de reposição de peças, as essencialidades seguem em alta. "As campanhas reforçam as necessidades dos consumidores e oportunizam compras melhores", observa.

    Luiz Antônio Zanoni, proprietário da Express Celulares e Tecnologias afirma que setembro iniciou mais tímido no seu setor, mesmo com promoções da campanha, mas agosto foi melhor nas vendas. "Para a área de tecnologia está bom, porque as pessoas estão em casa e precisam ainda mais do celular. As ofertas sempre ajudam, mas, neste ano, elas vêm acompanhadas da pergunta: realmente preciso desse produto agora"? Apesar da ponderação, Zanoni aposta no crescimento e no maior movimento do comércio para os últimos meses do ano.

    É o que também sente o setor de roupas e calçados. As lojas Tigre Modas, Verità Moda e Piana Magazine estão vendendo mais peças casuais, que refletem o momento de home office em alta e ausência de eventos. Mesmo assim, as liquidações de inverno asseguraram melhora nas vendas em agosto e a campanha está impulsionando as compras com descontos e prazos maiores. "Sabemos que está todo mundo em crise, mas são nestes momentos que as ofertas se tornam ainda mais preciosas. Todo mundo quer economizar. Precisamos investir na inovação e na criatividade para despertar o interesse", afirma Solange Miranda, proprietária da Loja Tigre Modas.

    Na linha de artigos infantis, o setor aguarda o retorno das aulas para impulsionar de fato as vendas. A proprietária da empresa A Caçulinha, Marilita Bernardes, conta que está há três meses com promoções e que a campanha integra o rol de ofertas feitas pela loja. "Há muitas promoções na cidade, porque o momento exige isso dos lojistas. A melhora nas vendas no meu segmento, que é mais específico, depende da volta das aulas, período que as crianças demandam mais atenção", observa.

    O setor de ferramentas vive um bom momento, embalado pelas reformas e construções intensificadas durante a pandemia. Jonas Rolim de Moura, proprietário da Pampa Ferragens e Utilidades, afirma que o movimento chegou a crescer 20% no período após a reabertura do setor ainda no final de março. "Mais em casa, as pessoas investiram em reformas, ampliações e decorações. A abertura de crédito para o setor e a liberação de FGTS e auxílio emergencial também injetaram recursos e movimentaram as vendas", relata. Para ele, o ramo deve manter-se aquecido nos próximos meses, porém tem o desafio de readequar estoques e equilibrar preços. "Em alguns lugares já está faltando mercadorias, como tijolos, ferro e cimento, o que acabou aumentando os preços repassados ao consumidor em torno de 20%. Não sabemos ainda se isso se deve ao aumento do consumo de fato ou ao maior controle da oferta pelas indústrias para não deixar faltar mercadorias no período", explica Jonas.

    ESTÍMULO ÀS VENDAS

    Organizada pelas entidades empresariais do município - Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (SICOM), Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Chapecó (Sihrbasc) e Chapecó Convention e Visitors Bureau - a Semana Brasil, iniciada no dia 3 de setembro, faz parte da campanha nacional que busca estimular a comercialização no período que historicamente é mais fraco em vendas e que neste ano se agravou com a covid-19.

    O presidente da CDL Chapecó, Clóvis Afonso Spohr, alega que os 11 dias de descontos especiais em produtos e serviços em todo o comércio do município contribuem para o fortalecimento do setor e para a retomada gradual da economia. "Os empresários estão pensando fora da caixa, reinventando seus negócios e buscando soluções para adaptar suas empresas à nova realidade imposta. Sentimos que aos poucos a economia está dando sinais de melhora e por isso precisamos manter todos os estímulos possíveis às vendas e à retomada dos empregos de forma responsável. Essa campanha mostra o potencial dos nossos setores econômicos e desperta a intenção de compra dos consumidores".

    Para o presidente da ACIC, Nelson Eiji Akimoto, a união das entidades e o fortalecimento dos setores são conquistas da campanha. "Ainda estamos em um momento difícil, de busca por soluções, de zelo e cautela nos negócios. Porém, entendemos que o auxílio às empresas e o estímulo ao movimento econômico são os principais caminhos para a superação. A Semana Brasil tem este objetivo".

    É o que também apontam os presidentes do Sihrbasc, Gustavo Giacomazzi Gisi, do SICOM, Ricardo Urbancic e do Convention Bureau, Branca Rubas. Para eles, o esforço coletivo fará toda a diferença no período. "Com ações como esta, a nossa retomada será mais rápida e voltaremos aos patamares que tínhamos antes da pandemia", opina Gisi. "Nenhuma grande transformação é conquistada de forma individual. O momento requer união de esforços", acrescenta Urbancic, seguido por Rubas. "A nossa economia depende deste movimento coletivo".

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