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    Postado em 21 de Agosto às 17h26

    SOCORRO ÀS EMPRESAS NA PANDEMIA

    ACIC cria soluções para fomentar o consumo e a economia local

    A região Oeste é empreendedora e está buscando alternativas para superar a crise provocada pelo novo coronavírus. Para o diretor de Relações com Instituições de Crédito da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Sérgio Perondi, é preciso criar atrativos com características locais para incentivar o consumo e para a retomada da economia, com cooperação entre iniciativa privada e do poder público. A ACIC tem atuado fortemente na busca de soluções para os associados, entre elas a concessão de crédito. Esse e outros aspectos são abordadas nesta entrevista.

    Como a pandemia da Covid-19 atingiu a saúde financeira das empresas?

    Sérgio Perondi - Nós temos algo inusitado na economia. Atingiu o mundo todo. Na história econômica não existe exemplo nesta magnitude. As propensões das pessoas com relação a consumos estão cautelosas, gastando somente o que for de extrema necessidade. A capacidade produtiva e de consumo depende das pessoas, muitos setores do comércio estão na angústia com a perda de faturamento. As lojas abrem e não vendem. As responsabilidades vencem. As empresas estão sem recursos, necessitam recorrer ao mercado financeiro em busca de socorro. Existem muitas expectativas com relação à retomada de que tudo vai ser melhor e que vai voltar ao que era antes. Mas sendo realista, é só para minimizar a crise, infelizmente isso não tem volta de imediato. As empresas têm que girar a chave, mudar, inovar e se reinventar.

    Muitos setores estão sem recursos para pagar salários, para compras de matérias-primas e para manter a operação do negócio. Como atender esses empresários?

    Perondi - Para reduzir o impacto da crise, o Governo injetou muito dinheiro para socorrer empresas e com o objetivo de manter viva a economia. O primeiro passo é cada empresário procurar a sua instituição de crédito. De acordo com o seu histórico, existem limites e linhas de créditos pré-aprovados com carência e taxas que incentivam a apostar na retomada. Para as empresas que mesmo assim permanecem com dificuldades, a ACIC criou convênio para atender os associados com as cooperativas de créditos locais através de um Fundo Garantidor.

    Se essa cooperação financeira não ocorrer, quais as consequências que teremos em termos de fechamento de empresas e desemprego?

    Perondi - A ACIC tem um comprometimento enorme de procurar saídas e reforçar para que a economia local passe a ser mais importante. Foi criado o selo "Produzido em Chapecó", com divulgação nas principais mídias, e mentorias voluntárias. A entidade agrega forças, procura uni-las e intensifica ações e diálogos com as entidades locais, Prefeitura, cadeias produtivas. O Sebrae, sempre junto apoiando com consultorias, aportou recursos em fundos. A ACIC continua em tratativas avançadas na busca de novos fundos voltados para salvar empresas e empregos locais.

    Quais as instituições financeiras que melhor estão respondendo a essas demandas?

    Perondi - As cooperativas de créditos. As taxas são mais em conta, tem a vantagem econômica. A finalidade principal é o retorno associativista e relacionamento comunitário.

    E a participação dos Bancos estatais como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, como está se dando?

    Perondi - Cada Banco tem seus princípios e sua importante função para o desenvolvimento da sociedade. O perfil dos usuários é outro. É mais máquina conversando com máquina, os clientes só vão ao banco com agendamento para obter orientações, buscando os especialistas preparados para dar soluções. Ambos têm uma importante participação no desenvolvimento socioeconômico e são os pilares financeiros que contribuem para fomentar as principais empresas em todos os segmentos. Mesmo com suas estruturas locais e layout mais ajustados muitos recursos públicos e privados são confiados somente a eles.

    E qual a função das cooperativas de crédito?

    Perondi - O papel de uma cooperativa de crédito é a busca de soluções financeiras atrativas para os cooperados na comunidade em que atuam, como finanças responsáveis, crédito para iniciativas coletivas, ajudar os cooperados e as comunidades, assessoria financeira aos cooperados. Como a crise bateu forte, podem propor soluções para a falta de liquidez. Têm o papel de reduzir o impacto para os cooperados. Cooperativismo é a parte de uma solução.

    Além da dimensão financeira, de que forma as médias, pequenas e microempresas foram atingidas?


    Perondi - A princípio as empresas resistentes às mudanças estão fadadas a desaparecer. Não tem motivos para isso, hoje existem soluções para tudo. Imaginar que passada a crise da pandemia tudo vai voltar como antes é ilusão. Houve baixa de consumo, estoques represados, clientes que desapareceram, fornecedores que pararam a produção ou produtos que não chegam. Empresas foram atingidas de uma forma sem precedentes. A crise atinge a todos: as pessoas, as famílias e a comunidade em que vivemos.

    A ACIC está fortalecendo o Sistema de Garantia de Crédito (SGC) através da GaranteOeste. Como foi possível?


    Perondi - A GaranteOeste-SC é um braço da ACIC com o apoio do Sebrae. É uma solução empresarial para os associados, micros e pequenas empresas. Tão logo foram decretadas pelo Governo do Estado as medidas de isolamento, em caráter de urgência o nosso presidente convocou os diretores e Conselhos para tomada de decisão e a criação de algumas medidas. Aprovamos as dez medidas emergenciais. Uma delas foi a criação de um Fundo Garantidor. Criamos o Fundo Garantidor ACIC/GaranteOeste/Sicoob MaxiCrédito, um fundo próprio com contrapartida da cooperativa de crédito Sicoob MaxiCrédito que totaliza um limite rotativo de R$ 2,4 milhões. Os valores de crédito são de R$ 5 mil a R$ 70 mil por CNPJ para capital de giro emergencial aos associados. A ACIC assume o risco de 50% e o Sicoob MaxiCrédito, como contrapartida, os outros 50%. Foi uma medida para estimular os empreendedores na retomada de suas atividades.

    O que pode ser feito para atender aqueles setores que mais sofrem com a pandemia, como os hotéis, as agências de viagens, as empresas de turismo, os promotores de eventos?


    Perondi - Tudo o que tem a ver com movimentações vai ter dificuldades. A ACIC tem procurado saídas. Penso que uma delas é fortalecer e economia local, resolver aqui o que é possível e não esperar alternativas da Capital do Estado ou de Brasília. Temos que unir as forças com o poder público local. Somos uma região empreendedora e teremos que criar atrativos com características locais, buscando fomentar o setor.

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