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    Postado em 28 de Fevereiro de 2019 às 10h40

    Regiões Norte e Sul lideraram crescimento econômico no ano passado, mostra estudo

    • ACIC CHAPECÓ -

    A análise detalhada da atividade econômica do ano passado mostra que as regiões brasileiras enfrentaram um quadro econômico heterogêneo. Um levantamento realizado pelo banco Itaú mostra que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018 foi mais acelerado no Norte e Sul, com alta de quase 3%, enquanto o Centro-Oeste ficou praticamente estagnado e obteve o pior desempenho do país.
    As demais regiões, de acordo com o levantamento do Itaú, registraram um desempenho próximo ao do país: o Sudeste cresceu 1%, e o Nordeste avançou 1,2%. Nesta quinta-feira (28), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados oficiais, que mostram que  a economia brasileira cresceu 1,1% no ano passado .
    Com avanço de 2,7% no PIB, o resultado do Norte foi influenciado sobretudo pelo Pará. Em 2018, o Estado cresceu 3,1% e teve a melhor resultado da região, ainda se beneficiando pelo avanço da indústria extrativa. "Provavelmente houve uma influência da expansão dos projetos de mineração", afirma o economista do banco Itaú e responsável pelo levantamento, Artur Passos.
    No fim de 2016, a Vale inaugurou o projeto de minério de ferro S11D no Pará.  Os investimentos totais anunciados chegaram a US$ 14,3 bilhões.
    A região também teve a ajuda do Amazonas, que cresceu 2,7%. "Esse desempenho pode ser atribuído a alguns setores da Zona Franca de Manaus que tiveram uma expansão mais acelerada."
    Pelo levantamento, o crescimento de 2,5% do Sul teve como contribuição o bom desempenho da produção industrial nos três Estados. Houve crescimento de 5,5% na produção do Rio Grande do Sul, de 4% em Santa Catarina, e de 1,8% no Paraná.
    CENTRO-OESTE NA LANTERNA
    O pior resultado econômico de 2018 foi apurado no Centro-Oeste, de acordo com o Itaú. A atividade ficou praticamente estável e a região apresentou um ligeiro crescimento econômico de 0,1%.
    Há alguns fatores que explicam esse desempenho modesto. Primeiro, o Centro-Oeste foi a região que menos sentiu o impacto do auge da crise econômica, entre 2014 e 2016, e, portanto, há um espaço menor para uma recuperação como ocorre nas demais regiões. Segundo, a safra de grãos, sobretudo a de milho, foi mais fraca do que o esperado, o que traz um impacto para toda a atividade local.
    "A safra menor diminui o impulso econômico do Centro-Oeste", afirma Passos.
    ES LIDERA; RIO AINDA EM DIFICULDADE
    No recorte por Estados, o estudo revela que o Espírito Santo foi o que mais cresceu no ano passado, com alta de 4,8%. A economia estadual ainda se recupera dos estragos provocados pela recessão econômica - em 2016, o PIB despencou 7,8% - e pelo  rompimento da barragem de Mariana  há quase três anos, que afetou a atividade local.
    "O Espírito Santo está com as finanças ajustadas. Isso também ajuda na atividade econômica", afirma Passos. No ano passado, o Estado foi o único a receber a  nota máxima do Tesouro Nacional em relação a sua capacidade de pagamento .
    Por fim, os dados mostram que o Rio de Janeiro segue em dificuldade econômica. No ano passado, segundo o Itaú, o Estado cresceu apenas 0,2%, longe de compensar as recessões dos últimos anos. Em 2015, o PIB do Rio caiu 2,5% e, nos dois anos seguintes, perdeu 3,9% e 2,1%.
    "O Rio cresce pouco e ainda não dá sinais de recuperação", diz Passos.

    Fonte: Por Luiz Guilherme Gerbelli, G1
    Infográfico: Banco Itaú

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