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    Postado em 14 de Setembro às 17h43

    Pense positivo, use a criatividade e busque soluções

    A pandemia provocada pelo novo coronavírus mudou a forma de fazer negócios, a maneira de consumo, acelerou tendências, forçou reinvenção nas empresas e fez com que todos os segmentos e pessoas se adaptassem à uma nova realidade. O empreendedor da área de desenvolvimento de software para o setor gastronômico e CEO da Amo Delivery e da Hextor Sistemas, Marcio Muxfeldt, frisa que muitos negócios tiveram que encontrar novas formas de vendas e um canal que passou a ser utilizado foi o delivery ou retirada no balcão.

    "Os negócios passaram de 'touch', no qual as pessoas se viam e se tocavam, para 'no touch', sem toques e mantendo distância. O distanciamento social foi uma das principais mudanças e os negócios precisaram continuar acontecendo".

    Todos os setores foram afetados, mas teve aquelas que tiveram grandes oportunidades e obtiveram lucros, assim como os negócios que, em virtude do seu modelo, do que comercializam e da forma que estavam adaptados ao trabalho, tiveram dificuldades. "Muitas empresas que não estavam engessadas encontraram outras formas de fazer com que o produto chegasse ao consumidor final sem riscos relacionados ao coronavírus", exemplifica Muxfeldt.

    "O importante é pensar positivo, encontrar caminhos e, principalmente, entender o problema dos outros e tentar resolvê-lo. Muitas pessoas têm muitos problemas nessa fase de pandemia, o que, ao meu ver, são muitas oportunidades. Para quem trabalha com software, pense nisso, pense em como resolver problemas, pode ser que não seja o teu ramo de negócios, mas se você pode gerar um diferencial para a empresa, faça. Quem é do varejo, encontre novos modelos do produto chegar ao consumidor final, quebre paradigmas, quebre processos, seja ágil e faça a diferença. Converse com as pessoas a ponto delas poderem ajudar e assim que encontrar uma luz no fim do túnel, acerte-a como alvo e vá para cima".
    Marcio Muxfeldt

    O mercado atual é globalizado e os consumidores compram de todos os lugares do mundo. Porém, com a pandemia, acabaram olhando mais para os fornecedores locais. "Essa foi uma grande mudança e acredito que se fortalecerá porque as pessoas ficaram com mais medo de consumir algo que venha de fora sem que conheçam efetivamente a procedência", avalia o empresário, ao acrescentar que a pandemia foi um choque para todos que viram suas vidas e dos familiares em risco e, por isso, foram encontrando outras maneiras de consumo. "Porém, não são todas as faixas etárias que têm esse discernimento. Os mais jovens são mais corajosos, adaptam-se rapidamente às novas tendências por já terem nascido e crescido numa era digital, onde a flexibilização e as mudanças são muito mais velozes. Para as pessoas que têm mais idade a tendência é permanecer nessa segurança após a pandemia".

    Para Muxfeldt, o mais importante neste momento é olhar para o futuro. "Sabemos que está sendo difícil, que a pandemia não acabará tão rapidamente e que o futuro é incerto, mas o que sempre indico é: você tem duas formas para pensar no futuro: negativamente, o que é maléfico para todos, ou positivamente. Pensando positivo e com vontade de fazer, de resolver e minimizar os problemas, criar ações, se planejar, acreditar que isso vai acabar, que terá o lado bom dos negócios, você terá retorno. Então mude, crie novos canais de negócios, novas tendências, pense fora da caixa, crie ações positivas para o seu negócio e para todos que dependem dele. Incentive os seus colaboradores para que façam o mesmo. É muito importante pedir ajuda para um mentor, para outras pessoas que já passaram por isso e bola pra frente", enfatiza.

    O empreendedor tem experiência em assumir riscos e enfrentar os desafios do mercado. Ele criou a startup Amo Ofertas que, após crescer e até passar à frente de concorrentes, passou a ser uma opção de diversos estabelecimentos durante a pandemia. "Com o fechamento das empresas, fizemos inúmeras reuniões e trabalhamos muito com ações para que a Amo se tornasse a solução para empresários. Graças a isso conseguimos, em parceria com vários empresários do setor gastronômico, manter empregos, negócios, gerar renda e oportunizar que várias pessoas pudessem comprar" conta.

    O resultado foi crescimento. A Amo Ofertas cresceu aproximadamente 50% em três meses. "Gostaríamos de ter tido essa expansão em outro cenário, mas estamos felizes porque conseguimos atender empresários, funcionários e usuários do aplicativo. Além de usuários novos, tivemos muitos novos motoboys que perderam emprego e conseguiram ter uma fonte de renda pelo Amo Go. Estamos conseguindo gerar um diferencial em Chapecó", relata Muxfeldt.

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