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    Postado em 14 de Julho às 15h35

    "Nós não somos uma ilha", afirma Leandra Merisio


    Um novo cenário se apresenta diante da crise provocada pelo novo coronavírus. Empresas e profissionais precisaram se adaptar rapidamente e necessitam continuar inovando para sair fortalecidos deste momento desafiador. Alguns setores terão mais dificuldades, mas com a colaboração de entidades de classe é possível buscar alternativas. O assunto é abordado nesta entrevista pela diretora administrativa da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Leandra Merisio.

    Leandra Merisio é casada com Carlos Merisio e mãe do Marcelo. É pós-graduada em Marketing Empresarial e Gestão Empresarial pela FGV, sócia e diretora comercial da Rotesma Indústria de Pré-Fabricados e presidente da Fraternidade Flor de Acácia.

    A forma como a comunidade chapecoense reagiu à pandemia foi, na sua avaliação, sensata e madura? Ou não? Por quê?

    Leandra Merisio - A comunidade chapecoense é unida e colaborativa. Diante do cenário surpreendente houve o entendimento da importância de cada indivíduo fazer a sua parte para o bem-comum.

    A ACIC conseguiu viabilizar uma exitosa campanha de solidariedade para a compra de equipamentos para o Hospital Regional do Oeste. Essa ação será repetida em outras ocasiões ou somente nas emergências?
    Leandra - O HRO é de extrema importância para a grande região do Oeste, representa a saúde desse território. O momento atual nos mostra que juntos e comprometidos é possível mudar uma realidade. Sempre que achar necessário e pertinente, a ACIC fará ações em prol do hospital.

    Novas oportunidades de negócios e empreendimentos estão surgindo em plena epidemia? Quais seriam?
    Leandra - O mercado está se adaptando à nova forma do consumidor pensar e agir. As grandes marcas já perceberam as mudanças na maneira de divulgar seus produtos. As ferramentas tecnológicas estão mais presentes e com o home office percebemos que podemos trabalhar em qualquer lugar, basta ter disciplina. A educação a distância ganhará adeptos, a pandemia prova que pode-se estudar e ainda ter flexibilidade nos horários. O entretenimento tem mudanças conceituais, estamos em casa nos divertindo e de graça.

    Uma constatação que surgiu com a crise da pandemia foi o fato da maioria das pequenas e médias empresas não disporem de reservas (por mínimas que fossem) para enfrentar situações críticas. O que é possível fazer para ajudar esses empresários?
    Leandra - O incentivo e apoio na busca de alternativas de mercado para transformar problemas em soluções, por meio de consultorias, e busca de linhas de crédito.

    Qual o aprendizado que as empresas estão colhendo com o assustador advento da pandemia do novo coronavírus?

    Leandra - Penso que a palavra que define este momento nas empresas seja ?reinvenção?, ou seja, fazer novamente, tornar a inventar, buscar soluções e formas de continuar no mercado.

    Algumas mudanças de comportamento de pessoas e empresas se manterão quando a pandemia passar? Quais são as principais transformações que ficarão desse episódio?

    Leandra - A humanidade enfrentou epidemias ao longo da história. É nas dificuldades que buscamos oportunidades. As mudanças de comportamento e valores perduraram. São momentos de fortalecer a solidariedade, respeito, empatia, despertar a responsabilidade individual com o coletivo e o consumo mais consciente. Nós não somos uma ilha.

    A economia brasileira deve recuar 7% neste ano. Quando a pandemia passar, como se dará a reconstrução da economia? A força de vontade e o alto astral do empresariado chapecoense prevalecerão?
    Leandra - A situação impacta toda a sociedade, muitas famílias perderam em parte ou totalmente a renda diante deste cenário tão crítico. Os empresários precisam fazer a sua parte buscando alternativas, oferecendo preços competitivos, produtos e serviços de qualidade para sair mais rápido e fortalecidos desta crise. O empreendedor chapecoense é um otimista realista.

    Quais os setores que passarão praticamente incólumes dessa crise? Agroindústria, indústria farmacêutica...?
    Leandra - Entramos em uma crise de saúde que se agravou com a crise econômica. A saúde é nosso bem maior, entendemos isso de uma forma dolorosa. A alimentação é o último item que a dona de casa reduz nas despesas. A locomotiva da nossa região é o agronegócio, o qual representou neste ano quase a metade das exportações totais brasileiras, o último quadrimestre foi o melhor resultado dos últimos tempos.

    E os setores que mais sofrerão? Hotéis, trade turístico em geral... etc.
    Leandra - Nos momentos de crise a tendência é ser cauteloso com as despesas em supérfluos, entretenimento, viagens de turismo, troca de automóvel. As viagens a trabalho, as quais movimentam companhias aéreas, hotéis e restaurantes, tornaram-se obsoletas sendo possível realiza-las sem sair de casa.

    As empresas com alto grau de inovação resistiram melhor a essa crise do que as empresas convencionais? Por quê?
    Leandra - As empresas que perceberem rapidamente que o ambiente mudou e investirem em tecnologia, inovação, desenvolvimento e profissionais sairão na frente. As pessoas são o valor agregado nas organizações. Empresas com projetos diferenciados atrairão e reterão os novos talentos.

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