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Postado em 08 de Março de 2016 às 16h07

MANIFESTO DAS ENTIDADES

A sociedade brasileira vive dias de angústia e aflição.
A corrupção em escala, amplitude e proporções nunca imagináveis gerou uma crise política que agravou a – já instalada – crise econômica.
A atual crise vivida pelo Brasil foi gestada e nutrida nos últimos anos por um governo que acreditava ter poderes para mudar, por sua livre vontade, as leis da Economia universal. Para atender sua vocação populista e por não ter nenhum compromisso com o futuro do País, esse governo ignorou, quebrou e destruiu o tripé dos fundamentos que garantiram o crescimento sustentável após o Plano Real: a responsabilidade fiscal, as metas de inflação e o câmbio flutuante.
O amadorismo, a incompetência e a irresponsabilidade que nortearam a gestão da macroeconomia brasileira foram duramente criticados por economistas independentes, por lideranças empresariais e por importantes instituições da sociedade civil brasileira.
Imperturbável, porém, o governo seguiu sua insensata marcha seduzido pela manutenção do Poder.
Ao mesmo tempo, as sucessivas denúncias de corrupção criaram um ambiente de indignação nacional. Esperava-se do governo federal uma postura de cooperação com as investigações e a declaração sincera e definitiva de combate a todos aqueles que se locupletaram, atacando o patrimônio público.
Esperava-se, também, um programa articulado e agressivo para combater a crise já no ano passado, quando a Nação compreendeu a extensão e a gravidade da irresponsabilidade fiscal do Governo federal que, literalmente, levou a uma situação de bancarrota a Administração federal para vencer as eleições de 2014. Gastou mais do que podia, do que tinha e do que estava autorizado a gastar. E o pior, adotou uma gestão temerária nas tarifas de energia elétrica, gás, combustíveis e outros preços administrados pelo Governo apenas para ganhar a simpatia da sociedade e os votos dos eleitores.
Foram inúteis as advertências e os resultados desse modelo populista de gestão eclodiram com todo seu devastador efeito. A economia está paralisada e a inflação não cessa de subir. O desemprego devorou mais de dois milhões de postos de trabalho. O consumo não cresce, a produção não avança.
Vivemos uma crise de confiança. A face mais desumana da crise é a desesperança e o empobrecimento geral da população: todos perdemos poder de compra, perdemos qualidade de vida. Os estamentos sociais mais vulneráveis da pirâmide social são os que mais sofrem.
Não se sabe até quando o Brasil permanecerá no fosso em que se encontra, enquanto a sociedade assiste, estarrecida, a conjugação da incompetência com a omissão de governantes. É assustadora a apatia do governo para enfrentar essa crise: não há plano, não há atitude, não há corte de despesas (medidas de redução de despesas nunca foram realmente implementadas), não há voz de comando. Destituído de qualquer credibilidade, o governo só fala em aumentar os impostos. Drenar mais dinheiro dos trabalhadores, dos empresários e dos consumidores para entregar a um governo inepto e paralisado, para quê?
A conjugação das crises econômica e política é tão grave que ameaça o futuro da República brasileira, sensação agravada, nesse estágio, pela apatia ou pela demora do Congresso Nacional em reagir e pela inoperância do Governo. Estarrecida, a sociedade assiste a conjugação da incompetência com a omissão de governantes e parlamentares.
Diante desses graves fatos, as entidades signatárias deste manifesto proclamam:
• O absoluto respeito à Constituição e a certeza de que somente ela é soberana, não estando ninguém acima dela, em nenhuma condição, em nenhuma circunstância;
• A fé nas instituições republicanas e na importância de seu fortalecimento como imperativo para a construção de uma sociedade democrática, fundada no Estado de Direito;
• Apoio integral e irrestrito ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal para que realizem e concluam as investigações até suas últimas consequências;
• Apoio integral e irrestrito ao Poder Judiciário para que exerça sua missão constitucional com plena liberdade, sem qualquer tipo de pressão ou interferência, pois, fieis à história da instituição, os magistrados demonstram absoluta exação no dever, absoluta imparcialidade no Juízo, absoluto rigor no julgado e absoluta submissão à Lei;
• Apoio ao juiz Sérgio Moro e a todos os magistrados brasileiros cotidianamente ameaçados no exercício de suas atividades jurisdicionais, especialmente quando investigam os crimes de corrupção cometidos de forma reiterada e em escala industrial contra o patrimônio público por influentes agentes políticos e econômicos que se associaram em práticas criminosas;
• A crença de que a liberdade de imprensa é garantidora de todas as demais liberdades democráticas e que é do mais elevado interesse público o exercício do jornalismo investigativo.
Como forma de demonstrar de maneira cabal e altissonante a repulsa e a aversão da sociedade a essa situação, as entidades signatárias APOIAM o movimento de amplos setores da sociedade que convocam a população para ATO PÚBLICO pacífico e ordeiro, programado para este sábado (12 de março) às 10 horas da manhã, com concentração na Praça Coronel Bertaso e caminhada pela Avenida Getúlio Vargas.
Chapecó (SC), 08 de março de 2016.
CONSELHO DAS ENTIDADES EMPRESARIAIS DE CHAPECÓ (CEC)
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE CHAPECÓ (ACIC)
CÂMARA DE DIRIGENTES LOJISTAS DE CHAPECÓ (CDL)
SINDICATO DO COMÉRCIO DA REGIÃO DE CHAPECÓ (SICOM)
ACIC2016-PROTESTOMARÇO2016-MANIFESTO 

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