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Postado em 16 de Junho de 2015 às 08h40

Lixo eletrônico: o que fazer com ele?

ACIC cria projeto de coleta de lixo eletrônico

O mundo moderno, as inovações e os avanços no que diz respeito aos eletrônicos e à tecnologia são um convite a trocar de aparelho cada vez que uma nova versão chega ao mercado. Entretanto, quando acontece a substituição para onde vai o celular, o computador, o tablet, a televisão, etc? Muitas vezes, o destino é o lixo. De acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado no dia 19 de maio, o Brasil produziu, somente em 2014, 1,4 toneladas de resíduos eletrônicos. Em todo o mundo, esse número chega a 42 milhões de toneladas/ano, o equivalente a U$ 21,1 bilhões. A previsão é que, em 2017, sejam 50 milhões de toneladas/ano.
O estudo, cujo título é “Gestão Sustentável de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Eletrônicos na América Latina” aponta que nos países onde não há legislação que regulamente o descarte, os problemas são ainda maiores. O Brasil, por sua vez, é um dos poucos países da América Latina onde existe uma regulamentação.
Entre os problemas que o descarte incorreto pode causar estão a contaminação do solo e da água, uma vez que esses materiais possuem plásticos e substâncias químicas em sua composição, tais como chumbo, cádmio, mercúrio, berílio, etc. Esses componentes químicos também podem causar doenças graves às pessoas e animais.
Diante dessa situação preocupante, a ACIC, por meio do Núcleo das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (NTIC) firmou uma parceria com a empresa REC Reciclagem de Eletrônicos Chapecó. Segundo o coordenador do NTIC, Taylor Martinelli, fazer a gestão correta do lixo eletrônico, pode oferecer, além de benefícios para o meio ambiente e para a saúde, a geração de oportunidades econômicas, já que esses materiais são ricos em minérios e materiais que podem ter muito valor se recuperados.
“A intenção, neste momento, é promover a sensibilização dos empresários e da comunidade em geral para que promovam o descarte correto acionando a empresa parceira que fará a coleta do material”, afirmou Martinelli.
A ACIC disponibilizará aos interessados em fazer a doação dos resíduos eletrônicos, um link no site da entidade (www.acichapeco.com.br), onde será possível fazer um cadastro com endereço e informar quais serão os materiais descartados. Posteriormente, a empresa parceira fará o contato com o doador para agendar a coleta.
Poderão ser entregues à empresa, CPU’s, antenas parabólicas, monitores, televisores, noobreaks, estabilizadores, celulares, pilhas, baterias, baterias de veículos, eletrodomésticos em geral, máquina de lavar roupa ou louça, ar condicionado, climatizadores, catalizadores de veículos, ventiladores, fogão a gás ou a lenha, fornos elétricos, microondas, DVD’s, vídeos cassetes, notebooks, cabos todos os tipos, ou seja, tudo o que passar corrente elétrica.
Não serão coletadas lâmpadas e geladeiras.
A diretora de responsabilidade social da ACIC, Isabel Cristina Machado, afirma que as empresas têm fundamental importância na manutenção de um meio ambiente preservado. “Para manterem-se competitivas, muitas vezes, as empresas precisam investir em tecnologia e inovação e os equipamentos vão ficando obsoletos e fora de uso. Essa parceria que a ACIC propõe auxiliará os gestores a resolver o que para muitos vinha sendo um problema”, ponderou.

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