NOTÍCIAS

Postado em 17 de Fevereiro de 2014 às 16h31

Entidades lançam a campanha CHEGA DE VIOLÊNCIA e preparam ato público para dia 25

Sociedade quer menos discurso e mais ação na segurança pública de Chapecó




Em resposta à violência urbana que atingiu níveis intoleráveis em Chapecó, cerca de 50 organizações da sociedade civil se reuniram nesta segunda-feira (17) – atendendo convocação da Associação Comercial e Industrial (ACIC), Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom) – para desencadear a campanha Chega de violência: Chapecó unida exige segurança.

A cidade vive uma verdadeira comoção com o alarmante aumento da criminalidade e da delinqüência. Somente nesses primeiros dois meses do ano foram cometidos 14 assassinatos, colocando o município como o segundo no ranking da violência no Estado de Santa Catarina.

A reunião, que ocorreu no auditório da Acic e foi coordenada pelos presidentes Bento Zanoni, José Carlos Benini e Marcos Antonio Barbieri, definiu que a primeira ação será o ato público convocado para iniciar às 9h30 da manhã do próximo dia 25, terça-feira, na intersecção da avenida Getúlio Vargas com a Marechal Deodoro da Fonseca, próximo ao Banco do Brasil.

A campanha terá suporte de mídia e outros recursos comunicacionais, como faixas, cartazes e camisetas e os custos estão sendo suportados pelas respectivas empresas. Durante o ato do dia 25 será publicado um manifesto assinado pelas entidades sobre a questão.

Numa segunda etapa, será organizado um seminário para o estudo e debate do quadro de criminalidade e as proposições que serão encaminhadas para as três esferas da Administração pública – Município, Estado e União Federal.

Os presidentes realçaram que a segurança pública em Chapecó deteriora-se a cada ano. Crescem os delitos contra a vida, a liberdade e o patrimônio. Todos os dias, cidadãos de todas as classes sociais são assaltados e agredidos, residências e empresas de todos os ramos são arrombadas, lojas situadas no centro da cidade e nos bairros são alvos de furtos e vandalismo. Jovens e crianças não circulam mais com tranquilidade. As famílias vivem em pânico permanente enquanto seus membros não retornam ao lar.

Zanoni apontou que, apesar de notórias e reconhecidas as insuficiências de homens, viaturas e equipamentos do aparelho estatal de segurança, esse quadro é inaceitável. Reuniões, encontros e atos públicos promovidos ou apoiados pela Acic e outras instituições da sociedade civil nos últimos anos permitiram diagnosticar exaustivamente o quadro de violência e criminalidade que assola Chapecó para selecionar as prioridades e construir as condições para implementá-las.

HORA DE AÇÃO
“Já superamos o estágio de conhecer nossas deficiências para traçar as melhores estratégias de superação, especialmente aquelas localizadas no aparelho policial instalado em Chapecó, em termos de efetivo policial, equipamento, viaturas, armamento e instalações físicas. Agora, portanto, é hora da ação”, enfatiza o presidente da Acic.

Empresários e profissionais liberais, universidades, clubes de serviço, sindicatos patronais e de trabalhadores, OAB, entidades assistenciais e beneficentes participaram da reunião que definiu a campanha e o ato público.

Veja também

ACIC promove curso sobre contabilidade para não contadores 22/02/16 A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) promoveu, nessa semana, o curso de contabilidade para não contadores. Durante três dias, os participantes aprenderam a importância do uso da contabilidade para a gestão das empresas, os conceitos e critérios básicos aplicados pela contabilidade e a estrutura dos demonstrativos contábeis -......
7 passos para criar uma cultura de design thinking18/03 Por conta da origem dentro do universo das startups, muitas empresas acreditam que para assimilar a filosofia do  design thinking  basta encher os escritórios de pufes, geladeiras com bebidas variadas e mesas de bilhar. Semear uma......
6º Boi no Rolete garante manutenção do Programa Viver03/09/13 Quem chegou para participar do 6º Boi no Rolete foi recepcionado pelas crianças atendidas pelo Programa Viver Ações Sociais que recitavam versos de poetas brasileiros. Uma forma singela de agradecer as cerca de 1.000 pessoas que......

Voltar para Notícias