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Postado em 09 de Dezembro de 2014 às 15h25

Entidades de Chapecó pedem o fim da transferência de policiais para o litoral

Em expediente encaminhado ao governador do Estado, as entidades empresariais de Chapecó – Associação Comercial e Industrial (ACIC), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (SICOM) – pedem o fim da transferência anual de policiais para a “Operação Veraneio” do litoral catarinense porque essa medida fragiliza a situação de segurança na região.
O intenso crescimento populacional, urbano e econômico que Chapecó experimenta nos últimos anos – de acordo com os dirigentes – impacta, inexoravelmente, na complexa questão da segurança pública. Lembram que esse cenário já foi exaustivamente discutido e analisado em sessões públicas e em documentos encaminhados às autoridades competentes, concluindo-se que o principal e mais deletério efeito é o aumento da ocorrência de praticamente todos os delitos tipificados na legislação penal brasileira.
Fazer frente a esse fenômeno e garantir a qualidade de vida dos chapecoenses é o desafio do Estado e da sociedade. As entidades entendem que, de regra, não tem havido omissão porque a sociedade civil vem expondo, discutindo e reivindicando, enquanto os organismos do aparato estatal de segurança vem adotando as ações e providências possíveis e cabíveis. “Estabeleceu-se uma exitosa relação de cooperação pautada pelos superiores interesses da coletividade.”
Os presidentes Bento Zanoni (ACIC), José Carlos Benini (CDL) e Marcos Antonio Barbieri (SICOM) registram que ocorreram sensíveis melhorias em face do aumento do efetivo policial e da aquisição de viaturas, equipamento e armamento. Outro fator positivo foi a adoção de uma metodologia de investigação “pós-crime” pelo Comando da 4a Região Policial Militar (coronel Edivar Antônio Bedin) e pelo comando do 2o Batalhão de Polícia Militar (tenente-coronel Júlio César Pozo da Fonseca) com positivos resultados na captura de criminosos e na repressão aos atos delituosos,
Entretanto, esses avanços na segurança pública estão, agora, ameaçados pela retirada de grande parcela do efetivo lotado em Chapecó para atuar na recém-iniciada Operação Veraneio 2014/2015. Sustentam os presidentes que, apesar da justificativa dessa medida, fundada na necessidade de atender os milhares de visitantes/turistas da orla marítima catarinense, repete-se um equívoco tradicional: a diminuição, mesmo que temporária, da força policial operacional fragiliza e vulnerabiliza a comunidade chapecoense, predispondo-a para a ação dos bandidos. As estatísticas criminais comprovam essa preocupação.
Ao final, os empresários reivindicam “a manutenção e o retorno a Chapecó dos policiais civis e militares convocados para a Operação Veraneio para que, em suas respectivas bases de origem, deem prosseguimento ao plano de segurança pública que trouxe mais tranquilidade aos chapecoenses neste ano.”

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