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    Postado em 05 de Maio às 15h49

    Empresários de Chapecó conhecem demandas de fornecimento para as Forças Armadas

    Em encontro promovido nesta semana pela FIESC e pela ACIC, foram apresentadas as necessidades da Marinha, Exército e Aeronáutica

    O fornecimento de empresas brasileiras para o Ministério da Defesa em 2021 foi de R$ 39 bilhões. Entre os setores da indústria que mais participaram estiveram o automotivo, de alimentos e bebidas, metalmecânica e metalurgia, tecnologia da informação e têxtil. Santa Catarina participou com 2% das compras realizadas, sendo as indústrias com mais destaque as de produtos têxtil, confecção, couro e calçados, produtos químicos e plásticos, alimentos e bebidas, metalmecânica e metalurgia, fármacos e equipamentos de saúde, máquinas e equipamentos.

    Para estimular e contribuir com as empresas para que vendam para as Forças Armadas todos os tipos de produtos e serviços que Marinha, Exército e Aeronáutica consomem, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) criou o Comitê da Indústria de Defesa (Comdefesa). Com objetivo de apresentar as possibilidades de negócios no Oeste, a Vice-Presidência Regional Oeste da FIESC e a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) reuniram empresários de vários setores com representantes das Forças Armadas na terça-feira (3), na sede da ACIC, em Chapecó. A reunião também foi transmitida virtualmente.

    O adjunto do escritório de Florianópolis do Sistema de Defesa, Indústria e Academia de Inovação do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, Coronel R1 Silon Stumm, salientou que a indústria de Santa Catarina tem grande potencial de fornecimento em todas as áreas e que o Exército compra de tudo, desde commodities até sistemas de gestão e tecnologias. "Esse encontro é importante para mostrar as nossas demandas e conhecer a capacidade das empresas e o que podem oferecer de produtos e tecnologias", frisou.

    O Coronel Stumm disse que o Exército tem um efetivo de 220 mil homens. "Precisamos de uniformes, equipamentos individuais, alimentação, itens na área de saúde. Não compramos só armas e munições. O que se utiliza nas indústrias, nos escritórios e nas residências, também utilizamos em nossos quartéis", comentou, ao exemplificar o consumo com alguns números: por ano, o Exército brasileiro gasta em uniformes de uso geral, por militar, mais de R$ 1,4 mil e com equipamentos individuais R$ 5,4 mil homem/ano.

    As compras das Forças Armadas atendem o que está previsto em legislação por meio de licitações públicas e pregão eletrônico. Para participar, as empresas precisam estar cadastradas no Portal de Compras do Governo Federal e no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf).

    COMDEFESA

    O Comdefesa contribui com esclarecimentos e aproxima a indústria brasileira das Forças Armadas. A intenção é promover a geração de oportunidades de negócios e desenvolver o setor de defesa como segmento estratégico para o Estado. "Temos 23 câmaras setoriais temáticas na Federação, incluindo o Comitê, para defender o interesse da indústria. Para que possamos ter um país economicamente desenvolvimento, acreditamos que precisamos de uma indústria de defesa forte. Os dois anos de pandemia mostraram a importância de termos uma cadeia produtiva nacionalizada. Existem muitas oportunidades de negócios e nosso papel é promover essa aproximação", realçou a gerente executiva da FIESC, Vanessa Wohlgemuth Campos Batista.

    A executiva do Comdefesa, Luciane Camilotti, salientou que a indústria de defesa é uma das mais importantes de toda a estrutura produtiva das economias avançadas. "É propulsora de inovação, nacionalização de tecnologias, produtos e serviços estratégicos, gera empregos de alta qualificação e atrai investimentos externos".

    Luciane explicou que os objetivos do Comitê são ampliar o relacionamento da indústria catarinense com as Forças Armadas; identificar e desenvolver tecnologias e projetos de interesse da Defesa; garantir o apoio institucional nas demandas relacionadas à indústria da Defesa; induzir adequações ao processo produtivo para preparar a indústria visando ofertas de produtos e serviços para a indústria de Defesa; aumentar a participação da indústria como fornecedora de produtos para a Defesa, por meio da disseminação de informações voltadas ao setor; estimular a nacionalização das compras governamentais no setor de defesa, entre outros.

    O presidente da ACIC, Lenoir Broch, enfatizou a importância de conhecer a estrutura das Forças Armadas e suas necessidades de compras. "É uma excelente oportunidade para as empresas da região que são inovadoras, competitivas e possuem potencial para serem fornecedoras para as Forças Armadas".

    O vice-presidente regional oeste da FIESC, Waldemar Schmitz, reforçou que é um desejo tanto da Federação quanto das Forças Armadas promover essa aproximação e gerar negócios. "Momentos como essa reunião são importantes para esclarecimentos e para mostrar que a FIESC está disponível para ajudar, facilitar e encurtar caminhos".

    Os representantes da FIESC e do Exército também visitaram indústrias locais: a Aurora Coop, a Apti Alimentos e a Rafitec.

    SC EXPO DEFENSE

    A FIESC, por meio do Comdefesa, promove, nos dias 19 e 20 de maio, a 2ª edição da Feira de Tecnologias e Produtos de Defesa - SC Expo Defense - para impulsionar ainda mais esse setor. O evento será realizado na Base Aérea de Florianópolis e reunirá profissionais das áreas de Defesa com objetivo de mostrar o que há de mais moderno em produtos e tecnologias de Defesa, além de promover a integração das Forças Armadas com a indústria, governo e centros de tecnologia. Também haverá momentos de debates por meio de painéis e palestras e exposição de produtos e serviços

    Para saber mais, visite a página https://scexpodefense.com.br/.

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