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    Postado em 24 de Maio de 2018 às 17h40

    Demandas do Oeste são apresentadas à Câmara de Tecnologia e Inovação da FIESC

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    Núcleo de Tecnologia de Informação e Comunicação da ACIC, Deatec e Simec expuseram importância do setor de TI e as necessidades para continuar se desenvolvendo

    O setor de tecnologia está em fase de expansão no mundo todo e no Oeste catarinense não é diferente. As demandas do setor foram discutidas nessa semana em reunião da Câmara de Tecnologia e Inovação da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), em Chapecó. Participaram a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), a Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec) e o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Chapecó (Simec).

    Representando a Vice-Presidência Regional Oeste da FIESC, Djalma Velho de Azevedo abriu a reunião. O presidente da Câmara Alexandre d’Avila da Cunha informou que a FIESC e suas entidades (SENAI, SESI e IEL) contribuem para o desenvolvimento das empresas de tecnologia. “Atualmente, fala-se muito em indústria 4.0. Porém, a base ainda é trabalhar o mercado e produtos e, após, trazer inovação, trabalhando a manufatura avançada (indústria 4.0)”.

    O setor de tecnologia em Chapecó e região é um mercado em franca expansão que movimenta universidades, empresas e fomenta o empreendedorismo com a criação de diversas startups. Chapecó é reconhecida como um dos principais polos de empresas de base tecnológica do Estado e também como um dos maiores polos de startups por média populacional do Brasil. Muitas dessas empresas comercializam seus produtos para todo o Brasil e mundo.

    De acordo com pesquisa da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), a região possui 11% das empresas de tecnologia e é responsável por 8% do faturamento do Estado. O Oeste é a segunda região que mais cresce, com índice de 9,6%, atrás apenas da região serrana. Os dados foram apresentados pelo presidente da Deatec, André Telöcken. “Em 2014 tínhamos 50 empresas associadas que empregavam mil colaboradores, com média salarial de R$ 2,5 mil e faturamento de R$ 80 milhões. A previsão para 2018 é encerrar o ano com 120 empresas associadas, com 2,2 mil colaboradores e faturamento de R$ 110 milhões”.

    Telöcken enfatizou que a Deatec tem mais de dez anos de atuação e conquistou o seu lugar entre as entidades empresariais mais representativas e respeitadas do Oeste pelo seu perfil reivindicatório e dinâmico. Entre suas metas, está fortalecer o desenvolvimento do ecossistema de tecnologia e inovação do grande Oeste. “Temos o papel de estimular a tríplice hélice. A união das empresas, universidades e poder público é fundamental para o ecossistema se desenvolver”, salientou.

    ECOSSISTEMA

    Para o presidente da ACIC, Cidnei Barozzi, é fundamental reunir as entidades para desenvolver o ecossistema de inovação. “Além de discutir sobre produtos, serviços e processos, precisamos pensar nas pessoas envolvidas e que atuam nesse segmento”, comentou. O ecossistema do setor de tecnologia e inovação na região Oeste e suas necessidades foram apresentados pelo coordenador do Núcleo de Tecnologia da Informação e Comunicação da ACIC Sidimar Carniel e pelo o diretor de Tecnologia e Inovação Gustavo Damschi.

    De acordo com eles, o ecossistema precisa de ações de fomento e oportunidades em cinco áreas: talento (alavancar o investimento em capital humano através da criação de mercados de trabalho flexíveis que atraem pessoas com diversas habilidades e experiências); densidade (criar hubs, conscientizar a imprensa, construir redes com mentores e ligar acadêmicos e pesquisadores com as empresas); cultura (destacar empreendedores como modelos de conduta e o fracasso como parte do processo de aprendizagem, ensinar habilidades e incentivar a comunicação); capital (investidores podem mentorar empreendedores ao longo de suas jornadas e os decisores políticos podem tornar mais fácil o acesso ao capital); e regulamentos (apoiar empreendedores proporcionando estabilidade e usando o sistema fiscal para incentivar investimento, decisões de riscos e a formação de capital).

    O presidente do Simec Adilson Campos apresentou as demandas dos setores representados pelo sindicato e que foram alinhadas ao Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense (PDIC). Entre elas estão: mapear as tecnologias inovadoras e de redes inteligentes de maior interesse/viabilidade a serem adotadas até 2022; capacitar empresas em estratégias de captação de recursos para PD&I; desenvolver pesquisas cooperativas com foco em conectividade dos sistemas de produção e da indústria 4.0; qualificar institutos para apoio às indústrias na aplicação de soluções; criar laboratórios compartilhados para desenvolvimento de produtos a custos reduzidos; atrair e desenvolver empresas de base tecnológicas para o setor e incentivar programas de cooperação tecnológica com instituições nacionais e estrangeiras.

    O panorama econômico brasileiro e catarinense foi exposto por Juliano Anderson Pacheco, do Observatório da Indústria Catarinense, uma área da FIESC voltada ao planejamento e desenvolvimento estratégico da indústria. A ferramenta monitora os principais fatores que afetam a competitividade industrial em Santa Catarina, analisa o desempenho econômico e as tendências tecnológicas dos setores estratégicos e fornece informações para a tomada de decisões nas esferas regional, estadual e até mesmo internacional.

    Para encerrar a reunião, o gerente de Certificação PCN do Brasil Diego de Moura e o diretor da Lenke Jailson Mendes apresentaram o case de sucesso da empresa certificadora. Moura explicou que a certificação é um processo no qual uma entidade independente (Organismo de Certificação) avalia se determinado produto atende às normas técnicas. A PCN do Brasil e a Lenke possuem um projeto de desenvolvimento do Instituto de Pesquisa e Ensaios de Compatibilidade Eletromagnética, o que contribuirá para a certificação na era da Internet das Coisas (IoT) e indústria 4.0.

    Alexandre d’Avila da Cunha encaminhou a formação de grupos de trabalho para discutir e buscar soluções para as demandas apresentadas durante o encontro. “O que foi exposto na reunião demonstra a força que temos quando atuamos juntos. A FIESC está à disposição para a elaboração de projetos que proporcionem competitividade ao setor produtivo”, finalizou.

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