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Postado em 06 de Janeiro de 2014 às 09h50

Defesa de obras infraestruturais marcou gestão de Zolet

O futuro do grande oeste de Santa Catarina passa por obras infraestruturais que garantirão a competitividade das empresas e dos produtos da região nos mercados nacional e internacional. Ciente dessa condicionante, Mauricio Zolet exerceu a presidência da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) no biênio 2012/2013, propugnando pela recuperação da rodovia BR-282, duplicação do acesso rodoviário norte, construção das ferrovias leste-oeste e norte-sul, modernização do aeroporto Serafim Bertaso e criação de um novo parque de exposições multiuso.

Todas essas bandeiras reivindicatórias registraram avanços e continuam na pauta do seu sucessor, Bento Zanoni, pois são campanhas de interesse macrorregional.

Zolet nasceu em Chapecó em 16 de janeiro de 1966, tem 47 anos, é pai de dois filhos – Débora e Eduardo, casado com Nanon Rosangela Huk Amarante. Graduou-se engenheiro agrônomo, pós-graduou-se pela Fundação Getúlio Vagas em Gestão Empresarial e, pela Unochapecó em Desenvolvimento Gerencial. É diretor da Zolet Fotografias e sócio da Zolet Imóveis.

De modo geral, qual a avaliação que o senhor faz do seu mandato frente à diretoria da ACIC?

Zolet – Foi um período marcado pelo diálogo e pelas reivindicações em defesa de ações em favor da comunidade. Isso exigiu muitas viagens às capitais do Estado e da União federal e centenas de articulações com as autoridades das três esferas de governo. Insistimos muito na melhoria dos serviços públicos na área de segurança pública, com aumento de efetivo policial, equipamento e viaturas. Propugnamos pela abertura dos editais para contratação dos projetos das ferrovias. Reivindicamos investimentos no Aeroporto de Chapecó.



Como presidente da ACIC, o senhor defendeu a questão do transporte ferroviário para manter a competitividade e o desenvolvimento de Chapecó e do oeste catarinense. Tivemos algumas conquistas. Quais? E qual a participação da ACIC para elas acontecessem?

Zolet – Há alguns anos a ACIC vem acompanhando de perto todas as ações que envolvem a construção da Ferrovia da Integração, que cortará Santa Catarina no sentido Leste/Oeste, e trará benefícios competitivos para a região oeste e extremo-oeste. A principal conquista é, sem dúvida, a contratação do edital para Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, pois é o primeiro passo rumo a concretização da obra. A ACIC promoveu seminários com presença de ministros, missões para Brasília e Florianópolis, recebeu visitas de deputados e utilizou de vários recursos para incentivar o debate e trazer o assunto à tona para não deixar “esfriar”. Temos confiança que essa obra será um legado para as futuras gerações e em pouco tempo se tornará uma realidade.



Quanto ao relacionamento da ACIC com o poder público, nas três esferas, qual a sua avaliação? As reivindicações foram atendidas?

Zolet – Mantivemos um relacionamento de extremo respeito pelos poderes públicos. Mesmo quando agimos com mais firmeza na defesa dos interesses da classe empresarial, prevaleceu o bom senso e o respeito mútuo. Procuramos estar presentes, participar ativamente das ações e principais decisões. Cada esfera deve desempenhar o seu papel com respeito pelas pessoas e pelo nosso país.



Na sua avaliação, qual foi o desempenho da economia de Chapecó neste período?

Zolet – O período foi muito bom para a economia de Chapecó, com aumento da produção industrial puxado pelo agronegócio. Mas a economia diversificou-se e, hoje, somos um pólo de serviços de alta qualidade nas áreas de saúde com médicos, clínicas e hospitais; da educação com 22 instituições de ensino superior oferecendo mais de 40 cursos; e de comunicação, além de um crescente e moderno comércio lojista.



E os destaques no meio empresarial?

Zolet – Foram muitos, entre eles, a consolidação do primeiro shopping center, o surgimento de novas empresas. O município tem um PIB respeitável de 4,5 bilhões de reais, cerca 7 mil empresas e mais de 75 mil trabalhadores formais.



Quais foram os fatos que mais lhe marcaram nesta trajetória?

Zolet – Creio que foram centenas de eventos bem-sucedidos, entre eles, as feiras técnicas que realizamos, cursos, palestras, seminários, as missões internacionais e a defesa política das obras e investimentos em Chapecó e no oeste. Entre estas, as ferrovias.



Ao encerrar o mandato, o Sr. conseguiu modernizar o estatuto da Acic, coisa rara para quem está encerrando a gestão?

Zolet – Geralmente, quem está encerrando uma gestão não se preocupa com essa matéria, pois se trata de assunto complexo. Entretanto, tomamos essa iniciativa para colaborar com a nova Administração, eliminando algumas incongruências do Estatuto Social e modernizando aspectos normativos que se constituíam em óbices para os gestores da entidade.



Quais os conselhos que daria ao seu sucessor?

Zolet – Exercitar ao máximo a capacidade de diálogo, realizar uma gestão participativa, ouvir com freqüência o quadro social e os colegiados internos, manter independência em relação aos poderes constituídos e Partidos Políticos e priorizar, sempre, os interesses da sociedade chapecoense.

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