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Postado em 25 de Outubro de 2013 às 17h04

Crimes eletrônicos” é tema de palestra durante o 1º Seminário Regional de Tecnologia e Inovação

Esse foi o começo de conversa do palestrante Fernando de Pinho Barreira sobre “Perícia em Crimes Cibernéticos”. O perito criminal, analista de sistemas, administrador de empresas e bacharel em Direito explicou aos participantes que um bom perito criminal precisa, além de entender de Tecnologia da Informática, conhecer as técnicas forenses que, às vezes, são o único caminho que leva a resolução do problema.

Barreira reforçou que um bom perito conhece o método de investigação e sabe usar as ferramentas forenses. Essas ferramentas são equipamentos que permitem copiar tudo o que está no computador e recuperar itens excluídos e até senhas utilizadas. A técnica pode ser usada em qualquer aparelho eletrônico que permita armazenar dados, como smartphones, tablets, computadores e até mesmo vídeo games.

Como em todo processo judicial, um crime cometido pela internet, pelo celular, pelo tablet ou outro qualquer aparelho eletrônico, precisa ser provado. Segundo o palestrante, hoje o profissional de TI tem como aplicar técnicas para prevenir que o crime aconteça e que também vão dar suporte em caso de um processo judicial.

O perito investiga quem cometeu o crime eletrônico e encaminha as informações para a polícia. “90% dos casos são resolvidos”, apontou o palestrante. Barreira destacou que crime eletrônico vai além da “invasão” de um site. Também são considerados crimes eletrônicos as fraudes no sistema de nota eletrônica e no desvio de benefícios pagos pela empresa aos funcionários, por exemplo. “Até mesmo em crimes de sangue, como chamamos, é possível que o perito especialista em TI possa contribuir para chegar ao culpado”, comentou Barreira.

Um caso que ganhou repercussão nacional foi o da atriz e modelo Carolina Dieckmann. Ela tinha fotos íntimas guardadas no computador e alguém conseguiu copiá-las. O material foi parar na internet. Os suspeitos só foram presos porque praticaram outros crimes, como por exemplo, extorsão e ameaças. A partir de então, estabeleceu-se a lei 1243 que passou a ser conhecida como “Lei Carolina Dieckmann”.

O palestrante ainda explicou as terminologias corretas para os termos Hacker e Craker. Hacker é um profissional com conhecimento muito avançado na área de informática que detecta falhas em sistemas e reporta essas falhas para as empresas e, em algumas ocasiões, pode até colaborar com as investigações de crimes eletrônicos. O Hacker, não é considerado um criminoso. Já o Cracker é a pessoa mal intencionada, que invade computadores com a finalidade de praticar atos ilícitos, sendo considerado um criminoso e que desde abril de 2013 pode ser julgado com base na "Lei Carolina Dieckmann".

Para finalizar a palestra, Barreira mostrou algumas técnicas usadas para adulterar fotografias. “Precisamos conhecer os métodos utilizados pelos criminosos para saber que ali houve crime”, salientou. Ele disse ainda que essa área tem uma necessidade bastante grande de profissionais especializados.

O evento foi promovido pela Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec), em parceria com o Sebrae; Unoesc Chapecó, Universidade da Fronteira Sul e Unochapeco. O seminário integra as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que prosseguem até sexta-feira em Chapecó, com ações do Sebrae. A iniciativa conta com patrocínio do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (SICOM) e do Núcleo das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (NTIC). São apoiadores do evento, o Governo Federal, Fapesc, Prefeitura Municipal de Chapecó e a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC).

Para finalizar a palestra, Barreira mostrou algumas técnicas usadas para adulterar fotografias. “Precisamos conhecer os métodos utilizados pelos criminosos para saber que ali houve crime”, salientou. Ele disse ainda que essa área tem uma necessidade bastante grande de profissionais especializados.

O evento foi promovido pela Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec), em parceria com o Sebrae; Unoesc Chapecó, Universidade da Fronteira Sul e Unochapeco. O seminário integra as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que prosseguem até sexta-feira em Chapecó, com ações do Sebrae. A iniciativa conta com patrocínio do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (SICOM) e do Núcleo das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (NTIC). São apoiadores do evento, o Governo Federal, Fapesc, Prefeitura Municipal de Chapecó e a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC).

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