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    Postado em 02 de Junho de 2020 às 08h42

    CORONA-CRISE, VACINE SUA EMPRESA!!!

    • ACIC CHAPECÓ -

    Como os métodos de gestão de crise podem ajudá-lo a virar esse jogo!

    Igor Reis, empreendedor e criador do Método (In)Sucesso de Gestão de Crises. Administrador com MBA em Marketing e Planejamento Estratégico, especialista em Gestão de Crise e Turnaround - igor.reis@insucesso.com

     

    Todos nós em maior ou menor proporção estamos sentindo os efeitos da “crise mundial na economia” desencadeada pelo coronavírus. Trata-se de uma situação inusitada e surpreendente para qual é difícil estar preparado. A boa notícia é que existem padrões em qualquer crise, coisas comuns a todas elas. Esses padrões se repetem tanto no campo empresarial, quanto na vida pessoal dos empreendedores e gestores. Por este motivo, é razoável afirmar que a neblina lançada no nosso caminho pelo coronavírus é tão densa e espessa quanto a neblina que acompanha qualquer outra crise. A diferença está na duração e no tamanho da área encoberta por ela, a qual não fez distinção entre pessoas ou setores empresariais. Essa neblina no caminho nos obrigou, compulsoriamente, a guiar nossas vidas e negócios através dela. Nos desviou da nossa rota original para um trecho desconhecido, cheio de buracos, pontes quebradas, curvas e toda sorte de surpresas.
    Bem, e neste cenário, o que fazer? Minha primeira recomendação é que, dentro da rede de contatos e relacionamentos de cada um, seja encontrado com rapidez um mentor. Um guia capaz de levá-los em segurança por este caminho aparentemente incerto e ofuscado pela neblina densa da crise.
    Podemos recrutar alguém que já passou por crises na vida empresarial ou que esteja passando por essa com força e otimismo. Afinal, o momento exige solidariedade e colaboração mútua para enfrentarmos um inimigo que pegou a todos de surpresa. Passar por esse momento será muito mais simples e fácil se pudermos contar com o apoio desse mentor. Se o escolhido já enfrentou crises à frente de um negócio, melhor ainda! Certamente aprendeu e guardou grandes e valiosas lições durante o processo, indiscutivelmente aplicáveis para o momento em que vivemos.
    Chame-o para uma conversa. Aproveite o momento para trocar experiências e falar dos desafios que se impuseram a todos, sem nenhum aviso prévio.
    Por mais longa, difícil e desesperadora que uma crise possa ser, existe nela uma verdade imutável, um clichê desprezado por muitos. Ela vai passar! Nós empreendedores e gestores jamais fomos preparados pelas academias para enfrentar crises. Aliás é um assunto indigesto por natureza. Em tempos normais todos queremos distância dele.
    Justamente por esta razão, procuro fazer uma comparação com o mundo da aviação. A ideia é deixar claro o porquê da necessidade de investir em conhecimento e na criação de sistemas de gestão de crise. Exatamente pelo mesmo motivo que um piloto de avião treina, incansavelmente, preparando-se para o dia em que as condições do tempo serão as piores imagináveis, ou para o dia em que a pane do avião acontecerá em pleno voo.
    Independentemente do tamanho do problema ou da crise, graças ao treino e a existência de um manual de emergência, na imensa maioria das vezes, o piloto pousa o avião em segurança. Essa é uma importante lição que pode ser aprendida nesta crise.
    A grande maioria das escolas de administração, dos consultores e dos gestores optaram por ignorar o fracasso, a crise e o insucesso alheio. Deixaram de considerar que existe ali uma ciência. Não é um assunto legal e agradável. Não vende! Tem a capacidade de afastar, ao invés de reunir pessoas. O resultado é que pouquíssimos gestores e empresas estão de fato preparados para enfrentar uma crise destas proporções. Ora, nunca foram treinados para isso!
    Para recuperar o tempo perdido, o primeiro passo é identificar em que estágio sua empresa se encontra em relação a proximidade de uma crise real. Vou compartilhar as fases que criei ao longo da solução de diversos casos práticos. A metodologia (In)Sucesso divide em quatro estágios a proximidade de qualquer empresa de uma crise real. São eles: Céu de Brigadeiro, Tranquilidade, Efeito Martini e A Vida Mandou a Fatura.
    No Céu de Brigadeiro, a empresa constantemente atinge as metas de: venda, crescimento e lucratividade. Por consequência óbvia goza de boas reservas financeiras.
    Para essas companhias a recomendação é aproveitar a lição da crise do coronavírus e criar um Plano de Contingência. Na metodologia (In)Sucesso, o Plano de Contingência é inspirado no manual de segurança de voo de um avião. Ambos têm a função de ser a ferramenta com o passo a passo de cada ação a ser adotada, tão logo a crise se torne real para aquele com o dever de enfrentá-la.
    A Tranquilidade é o estágio no qual a empresa parou de crescer, opera com pouco lucro ou no ponto de equilíbrio. Possui uma boa reserva financeira, acumulada nos anos dourados. Consequentemente tem um vasto acesso a crédito. No entanto, a estrutura, os processos, a gestão e a cultura organizacional da companhia pouco ou nada mudaram em relação aos anos de glória. Essa é uma companhia que pode mergulhar no Efeito Martini sem perceber. Precisa de ajuda! É muito comum começar a consumir as reservas de capital do negócio sem notar. Mesmo frente à realidade que se impõe, nenhuma mudança é aplicada na gestão da companhia. A empresa fica inerte, repleta dos mesmos vícios e virtudes herdados dos melhores anos do negócio.
    Chegamos ao Efeito Martini, esse muitas vezes confundido com a tonturinha desencadeada por muitas dozes da bebida (risos). Na verdade, a inspiração do nome veio do Efeito Martini do mergulho. É o resultado da velocidade da descompressão do corpo do mergulhador, em razão de uma subida muito rápida para superfície. Para compensar o sofrimento, o corpo libera uma quantidade absurda de endorfinas – hormônios do prazer. É comum o próprio mergulhador tirar o respirador ainda em grande profundidade, em função do prazer gerado enganosamente pelo cérebro para compensar a dor.
    O Efeito Martini acontece, na maioria dos casos, com a transição lenta de uma empresa vinda do estágio da Tranquilidade. Ocorre quando a empresa fez poucas ou nenhuma mudança em sua estrutura de gestão. Paralelamente está gerando pequenos e constantes prejuízos. Esta condição vai lentamente consumindo as reservas financeiras, quando existem. Em seguida irá mergulhar o empreendedor(a) em dívidas. É corriqueiro o empresário(a) buscar mensalmente crédito para manter a empresa funcionando. Quando o negócio vai se aproximando do estágio A Vida Mandou a Fatura, é normal o empreendedor já ter confundido o crédito pessoal com o da empresa. No momento em que são os empréstimos pessoais que mantém a máquina girando, todas as luzes e avisos de alerta devem ser ligados! O Efeito Martini mata o mergulhador e compromete demais o empreendedor. Muito cuidado se sua empresa está aqui, é o último estágio em que as soluções de Gestão de Crise podem garantir uma resposta rápida ao negócio e ao empreendedor.
    A Vida Mandou a Fatura chega quando o empreendedor já consumiu todo o crédito da empresa, da pessoa física, da esposa e de alguns parentes – não raramente. Já está no Serasa e os problemas com o Poder Judiciário começam a chegar. Nesta fase, a Gestão de Crise ainda conta com ferramentas eficazes. No entanto, o retorno do empreendedor ao jogo empresarial fica bastante comprometido. Afinal, ele mesmo autossabotou a própria catapulta financeira.
    Como se evita o estágio A Vida Mandou a Fatura? Corrigindo o curso no momento certo, nos desviamos dos tropeços mais costumeiros na vida empresarial ao longo do tempo. Para isso é necessário atropelar a inércia, a acomodação e o medo de adotar medidas anticíclicas realmente eficazes em todos os estágios anteriores. Adiar, postergar e procrastinar as decisões que o momento exige, produz apenas um resultado: a potencialização dos efeitos da crise! Tome rapidamente todas as decisões difíceis como: demitir pessoal, suspender temporariamente as atividades do negócio, reduzir o padrão de vida, desfazer-se de bens pessoais que consomem valiosos recursos do negócio. Enfim, adote todas as medidas necessárias por força do momento. O principal objetivo a ser perseguido em toda crise é a manutenção da capacidade de empreender, o que nem sempre significa manter o empreendimento. Afinal o dinheiro não desapareceu, apenas deixou de circular. Pense nisso!
    Tenha em mente três coisas fundamentais. A primeira é que por mais abalado psicologicamente que você possa estar, seu maior ativo é Sua VIDA e Sua FAMÍLIA. A segunda é: toda crise passa! Eu posso lhe garantir por uma vasta experiência pessoal e profissional na área. Terceiro: tome as decisões difíceis que o momento exige o mais breve possível.
    Passado o furacão, o essencial é você poder contar com uma catapulta financeira para retomar ou acelerar seu negócio, mudar de ramo, enfim aproveitar as oportunidades normais e corriqueiras que surgem durante e depois de qualquer crise. Para isso você precisa estar pessoalmente bem, psicologicamente atlético e com ânimo para voltar ao jogo. Desejo sucesso e muita sabedoria em todas as ações que o momento exige!

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