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Postado em 22 de Agosto de 2017 às 14h14

Chapecó: uma cidade de oportunidades

Entrevista (3)
ACIC CHAPECÓ Ao completar 100 anos, Chapecó apresenta um cenário que mostra plena sintonia entre o desenvolvimento econômico e social, oferecendo melhor qualidade de vida às pessoas. Em sua trajetória, o...

Ao completar 100 anos, Chapecó apresenta um cenário que mostra plena sintonia entre o desenvolvimento econômico e social, oferecendo melhor qualidade de vida às pessoas. Em sua trajetória, o município se consolidou como centro econômico, político e cultural de uma extensa região formada pelo oeste de Santa Catarina, sudoeste do Paraná e noroeste do Rio Grande do Sul.

A pujança econômica reside em uma agricultura moderna, um avançado parque agroindustrial, uma sólida indústria metalúrgica e consolidação do segmento de empresas de base tecnológica. Nas últimas duas décadas, Chapecó encontrou uma nova vocação: constituir-se em centro de serviços de, praticamente, todas as áreas da atividade humana. Sua importância política pode ser medida pela representação nos poderes constituídos e nos órgãos de governo instalados.

Desde sua fundação, em 1917, Chapecó não deixou de criar oportunidades para quem quisesse empreender. A característica de cidade empreendedora, na opinião do diretor de Relações Internacionais da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), André Tolöcken, é influenciada pelo fator geográfico e pelas pessoas. “As cidades maiores estão há mais de 300 Km, porém, no passado quando a agroindústria iniciou suas atividades, na década de 60, foi o ponto de partida que se consolidou como centro de desenvolvimento regional. Mais recentemente, o desenvolvimento continuou devido à pujança dos habitantes que não desistem, não se entregam diante das dificuldades. É um povo lutador, que não se conforma em desistir diante das dificuldades que se apresentam”, expôs.

Telöcken enfatizou que, sendo um centro, o município é um catalizador das oportunidades de negócios. “O aeroporto e as entidades atuantes, sempre atentas às demandas, mantêm a atividade econômica ativa e em expansão. O principal setor é a agroindústria que com sua grande demanda aciona diversos setores ao seu redor, como transportes, indústria metalmecânica, serviços de manutenção e, por consequência, os setores de comércio que decorrem da população que aqui atua e visita”.

Além da geração de empregos e uma ampla gama de instituições de ensino, o que atrai as pessoas para investir e morar em Chapecó é a qualidade de vida. “Temos uma boa conexão com os demais Estados e com outros países que permite ter uma qualidade de vida como em outros grandes centros e a diversificação de atividades, como convívio comunitário, esportes, lazer e cultura proporcionam um ambiente que cativa muito as pessoas a viver aqui”, realçou o dirigente.

Para Telöcken, o empresário é o motor do desenvolvimento. É ele que investe assumindo riscos, seja aqui ou em qualquer outra região. “A contribuição diferencial é que o nosso empresário investiu aqui, muitas vezes, sem as condições básicas para tal e, com isso, causou transformações que retro-alimentaram o desenvolvimento. Ao meu ver, uma característica do povo de nossa região é que nós mesmo fazemos, não precisamos trazer de fora. É pela classe empresarial que se desenvolveram as feiras, como a Mercoagro, e demais eventos como seminários da avicultura, pecuária e outras atividades regionais. A organização das empresas em entidades fortes, como a ACIC, tem proporcionado a união de forças e busca de satisfação de necessidades da região, com eficiência”, enfatizou.

ESTRUTURA
Diversos setores contribuem para que Chapecó seja o maior, melhor e mais preparado centro urbano regional. Além de empreendedores que não desistem frente às dificuldades, ao longo dos anos a união de forças da iniciativa privada e poder público forneceu uma estrutura que coloca o município no mesmo patamar de grandes centros.

Um dos fatores que sustentam a liderança regional é o Aeroporto Municipal Engenheiro Serafim Enoss Bertaso. A operação comercial regular de grandes companhias aéreas, o emprego de aeronaves de grande porte e as opções de destinos fazem do aeródromo um dos mais movimentados do interior do País. A estrutura inclui lanchonete, táxis, sala de embarque e desembarque, balcões para aluguéis de carros e compra de passagens aéreas e estacionamento gratuito com segurança 24 horas.

Calcula-se que 50% dos quase meio milhão de passageiros/ano procedem de outros municípios e aproveitam para comprar no comércio local, impactando diretamente na movimentação econômica. Foi desenvolvida uma série de atividades para atender aos turistas, seja os que vêm a negócios ou a lazer. Atualmente, Chapecó possui uma ampla rede hoteleira, restaurantes, bares e demais prestadores de serviços.

Também possui o Parque de Exposições Tancredo Neves que recebe as feiras, a exemplo da Efapi e da Mercoagro, o Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes que comporta grandes eventos de negócios e culturais, e a Arena Condá, ponto de encontro dos torcedores da Chapecoense.

Além disso, Chapecó é uma grande referência na área da saúde. Destacam-se o Hospital Regional do Oeste (HRO), o Hospital Unimed, Hospital da Criança e a instalação de cursos de Medicina na Unochapecó e na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Os serviços de saúde contemplam baixa, média e alta complexidade com Pronto Socorro/Urgência/Emergência 24 horas; radioterapia e quimioterapia; UTI geral e neonatal; captação e transplante de órgãos e tecidos; banco de olhos; neurocirurgia; entre outros.

DESAFIOS
Nestes 100 anos o município atraiu muitos investimentos, mas para continuar nesse caminho precisa de algumas melhorias. Uma delas se refere aos acessos logísticos à região oeste. Os dois principais corredores rodoviários do oeste ao litoral, as BRs 282 e 470, estão estranguladas. “Esse é um fator determinante para continuarmos gerando negócios para o Brasil e para mundo”, frisou o diretor da ACIC. “No primeiro centenário se desenvolveu bem as atividades de transformação primária. O desafio, agora, é mudar as matrizes econômicas para gerar cada vez mais valor agregado às matérias-primas e facilitar que elas estejam disponíveis a custos competitivos”, finalizou.

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