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    Postado em 19 de Fevereiro de 2014 às 14h57

    Campanha CHEGA DE VIOLÊNCIA valoriza papel das Polícias e pede ampliação da estrutura de segurança

    Ato público dia 25 às 9h30 no centro de Chapecó



    A campanha CHEGA DE VIOLÊNCIA: CHAPECÓ UNIDA EXIGE SEGURANÇA, lançada segunda-feira, valoriza o papel das Policias Civil e Militar e prioriza a ampliação do efetivo dessas corporações no município. A reivindicação central é aumentar o número de policiais e a estrutura do aparelho policial.

    A campanha foi convocada pela Associação Comercial e Industrial (ACIC), Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom) com a adesão de 50 organizações da sociedade civil chapecoense e prevê um ato público às 9h30 da manhã de terça-feira (dia 25), na avenida Getúlio Vargas, defronte ao Banco do Brasil.

    Os presidentes Bento Zanoni, José Carlos Benini e Marcos Antonio Barbieri destacaram que a sociedade reconhece a importância da Polícia e reivindica melhores condições de trabalho – o que passa pelo aumento do número de homens em campo.

    Citam como exemplo o 2o Batalhão da Polícia Militar cujo efetivo total para cobrir uma área de 41 municípios é de 611 policiais militares. Em mais de 20 municípios oestinos a força local é de apenas quatro homens.

    A situação se torna dramática na sede do 2º BPM, em Chapecó, onde o efetivo total é de apenas 279 PMs, além da Central Regional de Emergência. Ocorreu um esforço para aumentar o quadro, mas a movimentação própria da carreira militar o neutralizou totalmente.

    Desde 2011 foram lotados em Chapecó, em razão de conclusão dos cursos de formação de soldados, 121 policiais militares. Destes, 78 continuam na sede do Batalhão, resultado de pedidos de baixas e redistribuição do efetivo dentro da circunscrição do 2º BPM. Nesse mesmo período, 86 Policiais Militares foram para a reserva remunerada. Em resumo, entraram e permanecem 78, mas saíram 86.

    De acordo com as entidades, está claro que a elevada demanda de ocorrências criminais absorve toda a capacidade de trabalho da Polícia Militar e ainda gera um déficit de atendimento porque, diariamente, algumas ocorrências não são atendidas por insuficiência de patrulhas.

    Além do reduzido número de policiais militares para as necessidades de Chapecó, há uma limitação de carga horária de trabalho, que não pode exceder a 40 horas extras mensais. Essa limitação é compreensível, pois o PM não pode ser extenuado com carga de trabalho desumana.

    Outro problema é o elevado índice de acidentes de trânsito que consome grande parte das horas de serviço dos PMs disponíveis, não permitindo que sejam integralmente empregados na prevenção e repressão da criminalidade.

    Para os três dirigentes não resta dúvida de que a maior dificuldade é a carência de efetivo. Na sede do 2o BPM existem 30 veículos (viaturas) e 44 motocicletas para operações policiais, além de 5 veículos de transporte entre ônibus e caminhões, mas já ocorreu situação em que, por absoluta falta de recursos humanos, veículos não saíram do pátio do Batalhão.

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