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Postado em 02 de Outubro às 15h26

ACIC promove curso de logística para atendimento com excelência ao cliente

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A qualidade do produto é resultado do engajamento do planejamento logístico, tático e operacional

O diferencial da entrega rápida e com qualidade foi o tema abordado no curso de estratégias de logística promovido nesta semana pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) e ministrado pelo professor Daniel Gunar, que atua na área de gestão da cadeia de suprimentos. Identificar as ferramentas para ser mais rápido que a concorrência foi um dos propósitos do evento. Gunar destacou as dificuldades das empresas de assumir suas responsabilidades, principalmente quando há atrasos na entrega do produto ou problemas com a qualidade.

Para desconstruir as falhas de gestão e implementar métodos que resultem no crescimento eficaz das empresas, Gunar apresentou estratégias e planejamento logístico, a importância de entregar com rapidez um produto de qualidade e baixo custo, de acordo com o que o cliente solicitou, no seu impecável estado. O planejamento a longo prazo é essencial para empresas que se preocupam com o futuro. Por conseguinte, Daniel orientou o planejamento tático para analisar as necessidades de investir e implementar tecnologia, mesmo que de forma gradual.

Tanto o planejamento logístico quanto o tático resultam ou interferem no planejamento operacional - quando empresas colocam em prática a produção - com convicção de que quando não existe harmonia e planejamento no processo as falhas podem aparecer com evidência e maior frequência. Desde quando solicitado pelo cliente até a entrega do produto final, a operação funciona como um sistema e vários setores terão responsabilidades para cumprir prazos. A falta de comunicação nas empresas é um problema “comum”, o que gera também a falta de informação nos produtos e resultam nos erros operacionais.

Quando a empresa não funciona no seu ciclo perfeito é preciso ficar atento as falhas e buscar por soluções rápidas. Os clientes desejam receber o produto da forma que planejaram, não existem justificativas que possam suprir a falta de informação. Quando existem falhas é de obrigação da empresa assumir e reavaliar a forma de planejamento. “Para dizer que não se planeja, existe o ‘vamos fazendo e se der algum problema lá na frente a gente dá um jeitinho de resolver’ e não é assim que funciona. Planejamento precisa ser efetivo. Precisa começar da alta direção, vindo a nível gerencial e trazendo os fluxos de operação. Se não houver esses três setores engajados, dará problema”, ressaltou Gunar.

Dos 40 participantes, 63% afirmaram que o planejamento estratégico logístico funciona nas empresas onde trabalham, 33% relataram que não funciona, 5% concluíram que não se aplica e ninguém afirmou que nunca ouviu falar. Gunar salientou que todos os alunos tinham um propósito em participar da aula. Portanto, a empresa dos participantes não funciona 100% no planejamento logístico, como acreditam, e orientou que cada empresa trabalhasse com metas. Quando a devolução de produtos, seja por atraso ou falhas de qualidade, atingir 5% é porque existe um avanço nos planejamentos, porcentagens maiores devem ser avaliadas com cuidado.

Para abranger a linha de conhecimento dos participantes e aumentar o resultado de controle das empresas, o professor frisou sobre a necessidade de ter atenção na logística Inbound e Outbound. O estoque é um exemplo de planejamento, saber as medidas do espaço de armazenamento, ter controle do que chega de matéria-prima, o que será utilizado e a projeção do que será vendido é fundamental. A economia também faz parte dos resultados, negociar valores com transportadoras por meio de contratos e estruturar tabelas de fretes para ficar atento aos custos acessíveis contribui para o controle do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTE) e controle financeiro da empresa.

Todos os planejamentos engajados desencadeiam a logística reversa, momento esperado em que o cliente retorna, agrega valor ao produto, demonstra satisfação e, por consequência, contribui para o aumento da rentabilidade da empresa, proporcionando vantagem competitiva frente à concorrência. “O assunto é complexo e de pouco conhecimento da maioria das pessoas que são suporte. Atingimos a logística na insistência de aplicação da mesma, só dessa forma conseguimos implementar o que discutimos em sala de aula. No caso de empresas maiores, que envolve mais pessoas, as dificuldades aumentam por percepções individuais. O setor precisa pensar no coletivo, trabalhando a otimização, redução de custos para aumento da competividade”, concluiu o gerente de logística e transporte da Cooperalfa, Nelson Zanchettin. 

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