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    Postado em 23 de Novembro de 2020 às 16h42

    Entidades empresariais cobram solução da Casan para crise hídrica e reclamam dos baixos investimentos em Chapecó

    Chapecó vive a maior crise hídrica de sua história decorrente de uma seca sem precedentes e de longa duração agravada pela crônica falta de investimentos de parte da empresa concessionária, a Companhia Catarinenses de Águas e Saneamento (Casan).

    Para discutir medidas emergenciais, a ACIC, CDL, Sicom e Centro Empresarial reuniram, nesta semana, empresários e autoridades com a presidente da Casan Roberta dos Anjos e o diretor interino de operação, engenheiro Evandro Martins. Participaram os presidentes Nelson Akimoto (ACIC) e Cidnei Barozzi (CEC), o prefeito Luciano Buligon e o prefeito eleito João Rodrigues, além do deputado Altair Silva

    Medidas urgentes e definitivas contra a crescente escassez de água potável para o abastecimento urbano da cidade foram reivindicadas. Cerca de 70% das famílias vivem situação de precariedade nas questões de higiene, profilaxia e limpeza em razão da constante falta de água para as atividades básicas da vida cotidiana. Ao mesmo tempo, centenas de empresas estão ameaçadas de paralisação das atividades pela insuficiência de água no processo fabril. O caso mais grave é o das indústrias de processamento de alimentos.

    Na reunião, os diretores da Casan anunciaram um pacote de investimentos no montante de R$ 21,2 milhões para a implementação de dez ações a curto e médio prazo, que serão concluídas no prazo de um ano.

    Essas ações incluem:

    · Aumento da vazão de captação do Rio Tigre de 250 litros por segundo para 330 L/s (provisória), em andamento (R$ 920 mil);

    · A ativação do poço no bairro São Pedro com vazão de 16.000 litros por hora, em andamento (R$ 90 mil);

    · O Aumento do volume de acumulação no Lajeado São José, por meio de limpeza mecanizada com quatro máquinas e sete caminhões-caçambas, em andamento (R$ 1,2 milhão);

    · O aumento do volume de acumulação no Lajeado São José, por meio de draga, 30 dias, R$ 1,8 milhão;

    · Perfuração de três poços nos bairros Boa Vista, Esplanada e Efapi no prazo de 90 dias (R$ 1,2 milhões);

    · Locação de dois caminhões-pipa por 90 dias (R$ 480 mil);

    · Aumento da vazão de captação do Rio Tigre de 250 L/s para 400 L/s em 365 dias (R$ 6,2 milhões).

    · Também está autorizada a construção de três reservatórios no bairro Paraíso (250 m³ de capacidade, 365 dias para execução e investimento de R$ 350 mil); bairro Esplanada (2.000 m³ , 365 dias, R$ 3,0 milhões) e no bairro Efapi (5.000 m³ , 365 dias, R$ R$ 6,0 milhões).

    POUCO INVESTIMENTO

    Os diretores da Casan foram questionados sobre a falta de investimentos substanciais no sistema de captação, tratamento, armazenamento e distribuição de água de Chapecó que há décadas sofre com a crescente escassez. Há nove anos a Casan prepara projetos e licitações para a construção de um sistema de água ? cujas obras nunca iniciaram ? com captação no Rio Chapecozinho e abastecimento de vários municípios, entre eles Xanxerê, Cordilheira Alta e Chapecó, orçado em R$ 200 milhões. A execução desse sistema é considerado a solução definitiva para o suprimento de água de Chapecó.

    De acordo com a presidente e o diretor de operação da Casan, as licenças foram obtidas e as licitações concluídas, mas os recursos federais foram retirados do orçamento da União. Mesmo assim, a Casan vai pedir autorização para o Ministério das Cidades para iniciar as obras com recursos próprios em janeiro próximo, enquanto pleiteia a reinserção das verbas no orçamento geral da União. O prazo de execução é de três anos.

    As entidades empresariais também cobraram ações mais consistes para o Lajeado São José, principal fonte de captação de água de Chapecó, que se encontra em adiantado estado de assoreamento. Com a lâmina de água em nível baixíssimo, agora seria o momento de uma grande operação de aprofundamento de seu leito. Entretanto, apenas um equipamento de desassoreamento está em atividade. Toda a bacia hidrográfica do São José foi comprometida com a urbanização acelerada e com a ocupação irregular de seu entorno, exigindo um amplo programa de ações de recuperação ambiental.

    Ao final do encontro ficou caracterizado que os empresários estão particularmente preocupados com a agudização do quadro e a constatação de que a Casan não realizou os investimentos necessários ? e previstos no contrato de concessão ? para equacionar esse grave e crônico problema.

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