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    Postado em 24 de Outubro de 2013 às 16h28

    Poder público, academia e iniciativa privada: a tríplice hélice para o desenvolvimento econômico sustentável

    A Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec) a Deatec, em parceria com o Sebrae/SC; Unoesc Chapecó, Universidade da Fronteira Sul e Unochapecó, promoveu, na última quarta-feira, em Chapecó, o 1º Seminário Regional de Tecnologia e Inovação que integra as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

    O primeiro talkshow da programação reuniu representantes das esferas públicas federal, estadual e municipal que apresentaram as iniciativas de fomento à inovação desenvolvidas por cada uma delas. Em nome do governo federal, Silvério reafirmou o compromisso do MCTI em investir em bons projetos de inovação e advertiu que as universidades precisam estimular o empreendedorismo.

    Representando o governo do Estado, o diretor de Ciência e Tecnologia e Inovação da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Santa Catarina, José Roberto Provési, apresentou os projetos relacionados à inovação que estão sendo desenvolvidos pela secretaria como os centros de rede de inovação; Tecnova/SC; Educação Tec; Sinapse da inovação; e o Geração Tec que forma jovens para ingressar na área de tecnologia em todos o Estado, conforme as demandas de mao de obra indicadas pelas empresas. Provési deu destaque para o projeto de Criação do Centro de Inovação que deverá receber recursos aproximados de R$ 98 milhões, oriundos do Pacto por Santa Catarina; de emendas parlamentares e dos municípios.

    Por fim, o vice-prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, fez um resgate histórico da colonização de Chapecó e destacou o empreendedorismo e a criatividade do povo que vive aqui. Sobre o seminário, Buligon disse que é em eventos como este, que se definem as metas, afinam os discursos e se indicam as ações. “Já entendemos que o único caminho a ser trilhado para o desenvolvimento econômico é a tecnologia e a inovação. Já estamos indo por ele e deveremos intensificar as ações”, afirmou.

    De acordo com o presidente da Deatec, Ernani Zottis, esse seminário, apesar do esforço para sua realização, foi muito gratificante. “Poder unir Universidades, Poder público nas três esferas, e empresários, em um mesmo local e todos pesando juntos para o desenvolvimento de nossa região, demonstra a capacidade e a vontade das pessoas, em tornar a sociedade que vivemos ainda melhor. Estamos escrevendo a história, com a Lei de Inovação, com as tratativas avançadas para o Parque Empresarial, com a efetivação do Parque Chapecó@, estamos dando um passo muito importante para transformar nossa região em uma TecnóPolis. Acredito que a partir dessas ações, em um prazo de cinco anos, a sociedade do Oeste Catarinense deverá começar a colher os frutos”, comemorou.

    O empresário Francis Marcel Post que participou do seminário, considera eventos como este muito importantes para conhecer tudo o que está à disposição das empresas a partir dos governos e das universidades. “Precisamos saber o que há de linhas de crédito, linhas de financiamentos e editais, por exemplo”, destacou. Francis começou sua carreira em uma empresa onde desenvolveu um produto. Aí teve a iniciativa de oferecer esse produto para outras empresas e montou o próprio negócio. Isso aconteceu em 2002 e foi a primeira de cinco empresas do ramo que possui hoje.

    Para ele o mercado de tecnologias atualmente está bem aquecido porque todas as empresas precisam do serviço, independente do porte dela. O empresário acredita que o setor vai crescer ainda mais porque novas tecnologias estão surgindo a todo o momento para as empresas. “Estamos vendo isso neste evento”, salientou.

    Quem também está otimista é o empresário Arterildes Bordignon. Depois de se formar, em 1987, ele começou a trabalhar em uma indústria moveleira em Caxias do Sul/RS. Quando atingiu o cargo máximo, sem perspectivas de crescimento, resolveu voltar para a região e abrir o próprio negócio. “Chamavam-me de louco, mas hoje sou muito feliz por fazer o que gosto. E essa foi a primeira de quatro empresas das quais sou sócio”, lembrou. Bordignon desenvolveu um programa de computador para ajudar na administração de indústrias, comércios e distribuidoras.

    Ele percebeu que o seminário tem mostrado que a região precisa desenvolver-se no quesito tecnologia. “Precisamos nos igualar a outras cidades do Brasil para termos apoio dos governos para a realização de eventos como este, por exemplo”, considerou. Bordignon acredita que o mercado precisa ainda de muito serviço, mas faltam profissionais em todo o país. Hoje, em Chapecó, há uma união dos empresários do setor para capacitar os profissionais dentro da própria empresa. “O problema é quando essas pessoas ficam ‘prontas’, um outro empresário os tira da cidade por um salário bem maior”, contou. Bordignon reiterou a necessidade urgente de resolver essa situação pelo bem da manutenção das empresas desse setor que tanto cresce no Brasil, principalmente no oeste catarinense.

    A programação do seminário, coordenado pelo vice-presidente da Deatec, Marcio Fortes, também contou com talkshows nos quais as universidades e empresas de tecnologia apresentaram as ações desenvolvidas para o fomento do setor. Fortes ressaltou a importância das intenções de cada um dos agentes de inovação, mas chamou a atenção para a formalização das parcerias que devem ser efetivas com a máxima brevidade possível para que, de fato, o desenvolvimento comece a acontecer.

    A iniciativa contou com patrocínio do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (SICOM) e do Núcleo das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (NTIC). Foram apoiadores do evento, os governos Federal, Estadual e Municipal e a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC).

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