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Postado em 09 de Outubro de 2017 às 10h01

Como melhorar as vendas nas mídias sociais e otimizar a produção

Capacitações oferecidas pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó apresentam tendências e capacitam profissionais para tornar as empresas mais competitivas


O marketing digital é uma realidade e muitas empresas já entenderam sua importância. Porém, as dúvidas sobre a maneira correta de usar essa ferramenta ainda são grandes. Para contribuir com as empresas a ter melhores resultados, a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) promoveu, na última semana, o workshop “Adeus, marketing digital”. O curso, desenvolvido por profissionais que possuem certificações emitidas pelo Facebook, Google e Twitter, apresentou atividades teóricas e práticas sobre mídias sociais, com foco em vendas.

O facilitador, Fumy Santana, explicou que o treinamento é resultado de uma pesquisa desenvolvida na incubadora tecnológica da Feevale, em Novo Hamburgo (RS). “O treinamento apresenta um ponto de vista crítico sobre o que entendemos de marketing digital a partir dos resultados da pesquisa que mostra diversos equívocos na maneira como é feito”, relatou. Um dos erros, de acordo com Santana, é a valorização apenas do conteúdo. “Sempre ouvimos falar que o conteúdo é rei, mas nós provamos nesse estudo que um conteúdo sem segmentação não é importante. Se o conteúdo é rei, quem é a rainha, que é mais importante, seria a segmentação. Esse é o primeiro passo de um projeto de marketing digital”, salientou.

Durante o workshop foram apresentadas ferramentas do Facebook, Instagram, Twitter e WhatsApp. A analista de Marketing e Sucesso do Cliente (E-commerce) da Schumann Móveis e Eletrodomésticos, Daniele Frizon, atua na área online da empresa e participou da capacitação. “Esse mercado tem exigido cada vez mais das marcas estarem presentes em todos os momentos da vida dos consumidores. Há a necessidade constante de se atualizar em relação a comunicação e estratégias em diferentes plataformas. Vimos no curso oferecido pela ACIC uma proximidade gigantesca com nossos propósitos: conversar com pessoas, não com cliques, e o conteúdo trabalhado nos proporcionou compreender como o mercado está se comportando, qual a nossa posição hoje e como seguiremos”, avaliou.

Daniele destacou a experiência do facilitador. “Não há base mais significativa que vivenciar de fato o que se está apresentando. Todo o conteúdo abordado foi de grande valia para nosso e-commerce, inclusive, levaremos algumas ações para as lojas físicas. Já estamos aplicando algumas estratégias e almejamos atingir resultados expressivos com o marketing social, tanto em relação à rentabilidade como na forma que nossa marca se comunica, relaciona e influencia nossos consumidores”.

Atualmente, mais de 70% dos e-commerces do País não fazem dez vendas por mês porque têm um erro de tráfego online. “Sem a criação de um tráfego qualificado não adianta ter loja, as pessoas não compram. Cria-se um volume muito denso de conteúdo que não é entregue para a pessoa correta”, observou o facilitador.

Além disso, outro cuidado necessário é o horário. “Quem trabalha com mídias sociais tem que trabalhar todos os dias da semana. Porém, não existe um horário padrão. O que existe é o horário específico para cada negócio, mas uma coisa é certa: quem quer vender pela internet e mídias sociais terá que vender todos os dias. Quem não gosta de trabalhar no fim de semana talvez tenha que trocar de área”, orientou.

LEAN MANUFACTURING

Outro curso promovido na última semana pela ACIC foi “Lean manufacturing – produção enxuta”. O objetivo foi oferecer uma visão geral da mentalidade enxuta, bem como a compreensão dos princípios e técnicas que sustentam a implementação e gestão diária das operações industriais em um ambiente enxuto que permite reduzir custos dos processos por meio da identificação e redução de desperdícios.

O facilitador, Anselmo Rocha Neto, explicou que o controle de desperdício é possível com uma visão sistêmica do processo de produção, conseguindo fazer uma análise e entendendo os problemas para poder resolvê-los. Os sete desperdícios elencados pelo lean manufacturing são: processamento desnecessário, movimentação, estoque, superprodução, espera, defeitos e transporte.

De acordo com Anselmo, uma das principais dificuldades das organizações na implementação da produção enxuta é parar para planejar. “É necessário conseguir enxergar os problemas. Porém, os líderes acabam ficando focados em apagar incêndios, resolver problemas que vão acontecendo na organização e não param para analisar a causa. Se não houver padronização e um entendimento do que causou o problema, ele retornará. Se isso for feito sempre, os problemas tendem a diminuir e o processo produtivo ficará mais otimizado”.

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