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Postado em 03 de Junho às 08h59

Aeroporto de Chapecó é fator de liderança regional

Representatividade e Ações (19)

Com uma média de quase meio milhão de passageiros por ano, o Aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso é um dos fatores que sustentam a liderança regional exercida por Chapecó sobre a vasta área do oeste catarinense, sudoeste do Paraná e Noroeste do Rio Grande do Sul.

Por isso, a ACIC sempre prioriza e acompanha atentamente a situação do aeródromo. De acordo com o diretor executivo da ACIC, Fabio Luis Magro, há um crescimento constante no número de passageiros desde 2015, passando de 446.134 para 479.774 em 2018. No primeiro trimestre deste ano, são 128.351 passageiros.

Por ter uma elevada abrangência de atendimento, o aeroporto impacta diretamente na movimentação econômica regional. "Para uma cidade com pouco mais de 200 mil habitantes, é uma dinamicidade que muitos outros municípios do mesmo porte gostariam de ter. A infraestrutura disponibilizada pelo aeródromo hoje é reflexo do desenvolvimento econômico e social que temos", frisa Fabio.

O fechamento da Avianca e o cancelamento de voos causou transtornos para os usuários, tanto pelas rotas que ficaram sem possibilidade de voos como pelo preço das passagens que teve uma alta considerável. "A previsão é de cinco a sete meses para o mercado nacional se ajustar com a saída da companhia aérea. É um impacto profundo no País, ainda para nós que temos menos operações", comenta Fabio. A FIESC também interveio e encaminhou um ofício à Anac, solicitando auxílio para minimizar os problemas causados em Chapecó pelo fechamento da Avianca.

No fim de maio, houve confirmação que a Azul fará o horário do voo ligando Chapecó a Florianópolis, com o AirBus A320 (mesmo modelo utilizado pela Avianca). Os horários serão: saída da capital à 00h05 com chegada a Chapecó à 01h05; partida de Chapecó às 05h25 e chegada às 06h25. O destino final do voo será o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Fabio destaca que o aeroporto é uma ferramenta de trabalho e fundamental para o desenvolvimento da cidade e de toda a região. "Acabamos percebendo sua importância só quando fecha devido às condições climáticas. Por isso, cobramos constantemente e contribuímos na busca de soluções para a infraestrutura do aeroporto acompanhar o crescimento de passageiros. Uma das possibilidades que se apresentam viáveis atualmente é a concessão para a iniciativa privada, que já está autorizada pelos governos federal e estadual e que pode dar uma dinamicidade diferente ao aeroporto".

Para aumentar o número de voos, é necessário resolver alguns entraves. Um estudo da FIESC apresentou algumas possibilidades. Hoje as operações estão concentradas na cabeceira 11, mas ajustando alguns procedimentos e retirando alguns obstáculos, como antenas, árvores e postes, além da instalação de equipamentos, pode-se usar também a cabeceira 29, o que aumentaria em 50% a performance do aeroporto. Porém, alguns aspectos são mais difíceis de resolver, como a elevação do terreno e o microclima da região, que provoca constantes neblinas, interferindo na operação do aeródromo.

Outra possibilidade que se discute é a instalação do ILS (Instrument Landing System, em português Sistema de Pouso por Instrumento). O dispositivo auxilia o piloto no pouso sob condições de teto e visibilidade restritas. Porém, para operar com esse sistema tanto a tripulação quanto a aeronave precisam ser homologados. "Essa certificação não é barata e como Chapecó não é linha tronco acaba não sendo viável para as companhias aéreas. Por isso, vemos com bons olhos a privatização, que pode gerar investimentos, ampliar rotas e número de voos e, consequentemente, passageiros, tornando o aeródromo mais atrativo. Temos vários desafios e vamos continuar na busca de soluções", finaliza Fabio.

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