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    Postado em 11 de Maio às 15h23

    ACIC reivindica maior celeridade nos investimentos da CELESC em Chapecó e no oeste

    ACIC CHAPECÓ Presidente da Celesc detalhou programa de investimentos em transmissão e distribuição de energia elétrica no oeste. Detalhar o programa de investimentos em transmissão e...

    Presidente da Celesc detalhou programa de investimentos em transmissão e distribuição de energia elétrica no oeste.


    Detalhar o programa de investimentos em transmissão e distribuição de energia elétrica no oeste catarinense foi objetivo da presença do presidente da CELESC Cleicio Poleto Martins, nesta semana, na reunião virtual da Diretoria Executiva da Associação Comercial e Industrial de Chapecó. Na ocasião, a ACIC cobrou mais rapidez no cumprimento do plano de metas da companhia energética.

    O presidente da CELESC estava acompanhado do diretor de distribuição Sandro Ricardo Levandoski e do gerente regional de Chapecó André Rafael Curtarelli. O encontro foi coordenado pelo presidente da Associação, Nelson Eiji Akimoto, que expôs as preocupações dos empresários e empreendedores em relação à crescente demanda por energia elétrica nas cidades, zonas rurais e parques industriais.

    O dirigente relatou que desde janeiro de 2019, quando assumiu a nova administração, a CELESC investiu cerca de 1 bilhão de reais na ampliação e na melhoria do sistema elétrico. No oeste, os investimentos somam 120 milhões de reais. Novas redes e subestações absorvem os maiores investimentos.

    A Subestação Chapecó III - em terreno doado pela Cooperativa Central Aurora Alimentos - construída no Bairro Santo Antônio, está concluída e deve ser inaugurada em junho. Um aspecto importante é que essa nova subestação terá outras fontes de alimentação, principalmente a Usina Foz do Chapecó e não ficará dependente da subestação da Eletrosul em Xanxerê.

    "Com a entrada em operação da Subestação Chapecó III, no Bairro Santo Antonio, Chapecó ganha em capacidade para crescer sua demanda por energia, melhora a qualidade no que se refere ao sistema de distribuição e ganha em confiabilidade, pois essa subestação recebe energia da Rede Básica, diferente da Subestação da Eletrosul, em Xanxerê, dando mais segurança no abastecimento com opções de manobras, uma antiga reinvindicação da ACIC", enfatizou Akimoto.

    Uma forte preocupação da entidade é o suprimento de energia para a região sul de Chapecó, onde ocorre forte incremento industrial e as empresas padecem de frequentes interrupções e oscilações. Por essa razão, o presidente da ACIC apresentou pedido específico para melhorias do abastecimento para o Distrito Industrial Flávio Baldissera, que sofre com picos recorrentes de energia elétrica e perdas de materiais, equipamentos e produtividade.

    Na região do grande oeste, a Subestação de São José do Cedro também está em fase adiantada. Uma outra está programada para Abelardo Luz.

    FORÇA PARA O CAMPO

    Outra área para a qual a ACIC reivindica maior celeridade é o campo. Em face das reivindicações das agroindústrias e dos produtores rurais, a empresa investe 180 milhões de reais pelo Programa Celesc Rural na substituição das redes de energia para que atendam as áreas agrícolas.

    Akimoto expôs que muitas regiões agrícolas registram problemas frequentes, como queda de energia, queima de equipamento e perda de produção, principalmente na avicultura e na produção de leite. O plano prevê a troca de redes monofásicas com cabos nus por redes trifásicas com cabos protegidos. Tem avançado, mas precisa chegar ainda a muitas propriedades rurais.

    O presidente da ACIC pediu mais rapidez na execução do programa com a modernização das linhas e a instalação dos religadores automáticos, principalmente nas áreas rurais. Esses dispositivos permitem o restabelecimento automático das redes, com ganho de eficiência. Também pediu um relatório sobre o estágio dos serviços no município de Chapecó para, assim, avaliar o desempenho do programa.

    No oeste já foram construídos 450 quilômetros de novas redes rurais e mais 130 quilômetros acabam de ser licitados. O objetivo é atender 233 mil propriedades rurais em Santa Catarina. Em todo Estado já foram implantados 2.700 quilômetros e outros 800 foram licitados.

    Poleto Martins também explicitou os controles para monitoramento da qualidade do fornecimento de energia elétrica. Para melhorar o atendimento aos consumidores, a CELESC instalará um corredor elétrico catarinense oferecendo infraestrutura de recarga para carros elétricos do litoral ao extremo oeste. Também instalará 35 totens de autoatendimento dos consumidores nas principais cidades, para emissão de faturas e outros serviços. O quadro funcional será reforçado e, até o fim do ano, serão contratados 500 novos empregados.

    O presidente da CELESC destacou que mantém diálogo com todos os setores da sociedade para levantar as necessidades e, assim, programar o atendimento de cada demanda.

    Akimoto agradeceu a participação dos dirigentes da empresa estatal na reunião virtual e elogiou o desempenho da companhia em 2020, ano de pandemia, no qual o fluxo de investimentos não foi paralisado. Enfatizou a importância de atender os pleitos do oeste, especialmente aqueles da área rural. Por fim, agradeceu a empresa pelos investimentos sociais, entre eles o Programa Viver Ações Sociais, beneficiado através do Bônus Social em 2020, com o repasse de 238 mil reais.

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