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Postado em 25 de Outubro às 17h29

1º Diálogo Empresarial O oeste sofre com deficiências logísticas e falta de investimentos

  • ACIC CHAPECÓ -
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O oeste catarinense é a região mais distante da Capital e a mais prejudicada em razão de suas deficiências infraestruturais. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o Centro Empresarial e a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) deflagraram nesta quinta-feira (25), em Chapecó, uma ação conjunta para reverter essa situação e atrair investimentos públicos e privados. O compromisso foi assumido durante o 1º Diálogo Empresarial que reuniu empresários e entidades de representação do setor econômico.

Para conhecer a realidade do oeste, a diretoria do Sistema FIESC permaneceu uma semana na região, realizando uma série de reuniões, encontros e visitas. O presidente Mario Cezar de Aguiar destacou que esse esforço de descentralização da alta administração é exclusivamente direcionado ao oeste e será reeditado todos os anos.

Depois de visitar dezenas de empresas, o dirigente declarou-se surpreso com o estágio de desenvolvimento e de inovação. “Todas as indústrias que visitei estão elaborando ou implantando projetos de investimento e planos de expansão. Em nenhuma delas ouvi menção à crise,” relatou.

Aguiar destacou que Santa Catarina com apenas 1,1% do território nacional é a quarta força da indústria brasileira. É, também, a segunda unidade da Federação em movimentação de contêineres. Em 2017, foi o Estado que mais gerou empregos no País: quatro vezes a média nacional. Para ele, o empresário do oeste – arrojado e inovador – é testemunha dessa eficiência produtiva e não pode continuar prejudicado “pela falta de quase tudo” na infraestrutura de transporte e de logística.

O problema mais imediato é a situação da malha rodoviária regional. A FIESC vai bancar estudos e pareceres para fundamentar reivindicações. A situação do Aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso – segundo em movimento de passageiros – também preocupa a FIESC porque necessita de investimentos em nova estação de passageiros e em equipamentos de proteção ao voo.

Se o Estado não tem condições de investir em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, as entidades empresariais defendem parcerias público-privadas ou a concessão para que empreendedores privados realizem as obras mediante exploração de pedágios.

Para Mario de Aguiar, investir maciçamente em obras infraestruturais “é uma questão de justiça e de inteligência” para com o oeste. O presidente da FIESC acredita que a recuperação econômica iniciou e que a região ampliará seu protagonismo se melhorar as condições de sua infraestrutura.

Um dos entusiastas da cooperação interinstitucional, o presidente da ACIC Cidnei Luiz Barozzi realça que a região aprendeu a se virar sozinha em face da ausência e omissão do Poder Público. “Nossa situação é precária. As rodovias estão em péssimo estado, a ferrovia ainda não saiu do papel e o suprimento de energia elétrica ameaça o crescimento das indústrias”, expôs.

O dirigente observa que a região é injustiçada: produz milhões de dólares em riquezas exportáveis e nunca foi priorizada nos planos de investimentos públicos dos governos estadual e federal. As dificuldades de infraestrutura e logística afugentam novos investimentos e pode levar muitas empresas a migrar para outros Estados. Mostra que o custo logístico das empresas catarinenses – especialmente as do grande oeste – está acima da média brasileira e dos países desenvolvidos, de acordo com levantamentos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Universidade Federal de Santa Catarina.

Barozzi, porém, está otimista com o recém-lançado Conselho Estratégico para Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense capitaneado pela Federação, que reúne entidades do setor produtivo e da sociedade civil com o objetivo de contribuir para as diretrizes de uma política estadual de transporte e logística e acompanhar a sua implementação. Cerca de 50 instituições devem aderir ao Conselho.

FUNDO SOCIAL

Durante o 1º Diálogo Empresarial, a FIESC, o Serviço Social da Indústria de Santa Catarina (SESI/SC) e a ACIC assinaram termo de parceria, consolidando o lançamento do Fundo Social em Chapecó. O Fundo Social é uma agenda de articulação do SESI, que busca impulsionar a cultura do uso dos incentivos fiscais em Santa Catarina, agindo sobre as lacunas sociais das regiões, contribuindo para melhoria dos indicadores sociais dos municípios. Empresas de lucro real podem destinar até 9% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) para projetos em várias áreas por meio das leis de incentivo federal. O SESI calcula que cerca de 200 milhões de reais poderão ser captados e aplicados nessa categoria de investimentos em Santa Catarina.

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