BR 282

BR 282

BR 282 - Construída entre 1960 e 1975, considerada a espinha dorsal do sistema rodoviário catarinense, a BR-282 é essencial para a integração territorial estadual e, em especial, para o escoamento da vasta produção agroindustrial do Oeste de Santa Catarina aos portos e aos grandes centros brasileiros de consumo. Por ela transitam milhões de dólares em produtos exportáveis que asseguram as divisas das quais o país precisa para sustentar seu desenvolvimento.

Documento

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Chapecó, 07 de outubro de 2011.

Excelentíssimo senhor
Dr. MICHEL TEMER
Exmo. Vice-Presidente no exercício da Presidência da República
Brasília (DF)

Excelentíssimo Senhor Presidente em exercício:

A rodovia federal BR-282, principal via de acesso e escoamento da produção do oeste catarinense aos portos e aos grandes centros brasileiros de consumo, requer urgentes investimentos em face do imenso volume de tráfego e de circulação de mercadorias e produtos.
Essa rodovia foi concebida como um ícone para integração política, econômica e cultural de Santa Catarina, porém, não suportou crescimento tão intenso no transporte de produtos para exportação, o que representa milhões de dólares circulando pelas estradas.
Análise situacional da rodovia BR-282 elaborada pela Federação das Indústrias de SC – cujo conteúdo anexamos ao presente documento – revela que essa rodovia tornou-se um gargalo logístico para o transporte de toda a produção agropecuária da região oeste, reconhecida como maior produtora de suínos do país, uma das maiores produtoras de aves e grãos, a maior exportadora de suínos e aves e o maior polo brasileiro de carnes industrializadas.
A construção foi desenvolvida entre 1960 e 1975, embora efetivamente concluída na região do Planalto Serrano somente em 2008. Agora, de acordo com esse estudo, são necessários R$ 320 milhões para desafogar e melhorar as condições de segurança da BR-282, que liga Florianópolis com a divisa Argentina, no extremo oeste. Nesse trecho ocorrem 6,5 acidentes por dia com uma morte a cada três dias no local do acidente, sem contar os óbitos no transporte e nos hospitais.
Transita pela BR-282 parte da economia que atende um quarto da população catarinense. Somente a cadeia industrial instalada na região Oeste, que abrange o transporte de carne e insumos, movimenta cerca de 1,1 mil carretas de 30 toneladas por dia na rodovia. O setor de alimentos tem 3,4 mil indústrias, 96,8 mil trabalhadores e foi responsável por 39% das exportações catarinenses em 2010.
O estudo mostra que, como o transporte das agroindústrias e dos diversos fornecedores de empresas de outros setores é terceirizado, os pequenos e médios transportadores enfrentam os altos custos de manutenção dos veículos. Há situações em que até 40% do faturamento do caminhão é destinado para manutenção do veículo. Estatísticas da PRF (Polícia Rodoviária Federal) de janeiro de 2007 a julho de 2011 apontam a ocorrência de uma média de seis acidentes diários e uma morte a cada três dias no local da ocorrência.
Essa Associação Comercial e Industrial de Chapecó entende que a solução ideal seria a DUPLICAÇÃO da rodovia, entretanto, como isso demandaria muito tempo para elaboração de projeto técnico e um volume elevadíssimo de recursos, sugerimos a Vossa Excelência a solução apontada pelo supramencionado estudo: a implantação de terceiras-faixas, readequação de trevos de acesso, restauração de pavimentos, melhora da sinalização e o aumento do efetivo e de equipamentos da PRF.
Essa alternativa apresenta-se viável em curto espaço de tempo e com orçamento modestíssimo para os padrões dessa categoria de obras.
Senhor Presidente em exercício, a sociedade catarinense não suporta mais as pesadas perdas humanas, ambientais e econômicas que, nas atuais condições, a BR-282 provoca.
Certos de merecermos sua especial atenção, antecipamos efusivos agradecimentos em nome da comunidade econômica de Chapecó e do grande oeste catarinense.
Respeitosamente,

JOÃO CARLOS STAKONSLKI, presidente.

MAURÍCIO ZOLET, vice-presidente.

Ofício

Ofício

GDP XXX/11
Chapecó, SC, 21 de junho de 2011.

Exmo. Senhor
RAIMUNDO COLOMBO
Governador do Estado de Santa Catarina


A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) manifesta apoio a iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Chapecó (SDR), em solicitar a implantação de um posto da Polícia Rodoviária Estadual, na SC 283 próximo a Chapecó.
Entendemos que a iniciativa demonstra interesse em diminuir os impactos gerados pelo intenso fluxo de veículos nesta rodovia e deverá auxiliar na promoção da segurança na cidade de Chapecó. Nosso município está em pleno desenvolvimento e acreditamos que o número de veículos e pessoas transitando nesta SC tende a aumentar em decorrência da demanda regional por serviços públicos e privados oferecidos em Chapecó a toda à toda população regional.
Endossamos assim, o pedido da SDR, para que seja criado o posto da Polícia Militar Rodoviária próximo a Chapecó, que muito beneficiará a população de toda a região.
Certos de vossa atenção, agradecemos e estamos a disposição para eventuais discussões sobre o assunto

Atenciosamente,

João Carlos Stakonski
Presidente ACIC Gestão 2010/2011

c/c Sr. Paulo Roberto Meller – Presidente do DEINFRA

Depoimentos Rodovias Catarinense

Depoimentos Rodovias Catarinense


Depoimentos sobre as rodovias catarinenses

JOÃO CARLOS STAKONSKI
Presidente da ACIC (Associação Comercial e Industrial de Chapecó)
Todas as rodovias que cortam o grande oeste estão saturadas. Na condição de espinha dorsal do sistema rodoviário catarinense, a BR-282 é essencial para o escoamento da vasta produção agroindustrial do Oeste de Santa Catarina aos portos e aos grandes centros brasileiros de consumo. Por ela transitam milhões de dólares em produtos exportáveis que asseguram as divisas das quais o país precisa para sustentar seu desenvolvimento. Na verdade, é o único caminho para escoar as riquezas exportáveis do grande oeste.
O pavimento asfáltico de grandes extensões – especialmente no trecho localizado no grande Oeste catarinense – foi destruído pelo uso contínuo sem manutenção reparativa ou com obras de baixíssima qualidade e curta durabilidade. Crateras estão disseminadas em todos os trechos, o asfalto esboroa-se, o acostamento foi engolido pela erosão. A sinalização horizontal foi apagada pelo tempo e, a vertical, tragada pela mata.
Esquecida pelas autoridades, a via tornou-se um gargalo logístico para o transporte de toda a produção agropecuária da região oeste, reconhecida como maior produtora de suínos do país, uma das maiores produtoras de aves, a maior exportadora de suínos e aves e o maior polo brasileiro de carnes industrializadas.
Além de deteriorada, a BR-282 começa a dar sinais de que está com sua capacidade esgotada. O fluxo de veículos aumenta dia a dia e em alguns trechos os motoristas são obrigados a conviver com os riscos dos congestionamentos. A deterioração progressiva de toda malha atinge níveis que requerem a atuação em caráter emergencial, objetivando dotá-la de condições mínimas necessárias à segurança dos usuários e fluidez de tráfego.

JOSÉ ZEFERINO PEDROZO
Presidente da FAESC (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC)
A mecânica de funcionamento do setor agrícola, pecuário e agroindustrial é de extrema complexidade, pois envolve uma logística de transporte de animais vivos para abate, rações alimentares para aves, suínos e pintos de um dia, material genético para incubação e produtos de exportação para os portos. A péssima situação das rodovias cria graves percalços para as agroindústrias.

MÁRIO LANZNASTER
Presidente da Coopercentral Aurora
Rodovias em péssimas condições e inexistência de ferrovias e hidrovias anulam a competitividade das empresas do Oeste de Santa Catarina, especialmente as agroindústrias. A ferrovia é o segundo transporte mais barato, depois do marítimo. Caso tivéssemos esta alternativa na região, o oeste catarinense não precisaria temer o avanço da fronteira agrícola para o centro oeste e norte, juntamente com as agroindústrias de carne. O oeste catarinense corre o risco de perder sua competitividade pela alta dependência de matéria prima (milho e soja) de outras regiões do país, ou de importação. O custo de transporte, caso mantenha-se a atual matriz, deverá inviabilizar grandes empreendimentos do agronegócio catarinense. O transporte rodoviário para longas distâncias e grandes volumes não se sustenta no longo prazo. Exatamente pelo seu componente de custos. Precisamos urgentemente das ferrovias norte-sul (Chapecó-Mato Grosso) e leste-oeste (Chapecó-portos de SC)

Comitiva propõe mudanças

Comitiva propõe mudanças

Comitiva propõe mudanças nas concessões de rodovias em SC
Principais sugestões são em relação às obras na BR-282, no Oeste.
Entidades dizem que mudanças devem privilegiar portos catarinenses.


Uma comitiva de Santa Catarina está propondo mudanças nos trechos de rodovias do estado que estão no programa de Concessões do Governo Federal. Políticos, empresários e comerciantes catarinenses se reuniram nesta segunda-feira (15) em Brasília.

As sugestões chegaram ao Ministério dos Transportes oito meses após o anúncio das concessões. Quem está propondo são deputados estaduais, federais e entidades do estado.
A principal mudança é em relação à BR-282. No projeto original, a concessão começa pelo trecho que vai para o Paraná. A comitiva defende que as obras iniciem pela duplicação do binário 282-470, desde o trevo de Irani, no Oeste de Santa Catarina, até o Litoral do estado.
"Nos entendemos que temos que ligar também a 282 à 470 para levar a oito portos que Santa Catarina tem e não beneficiar um único porto no Paraná. Essa é uma inclusão que achamos que tem de ser revista", detalha Clóvis Afonso Sporh, presidente das entidades empresariais de Chapecó.

Outra proposta é incluir nas concessões um trecho que ficou de fora: de São Miguel do Oeste, na BR-282, até Dionísio Cerqueira, na BR-163.

A Secretaria de Fomento para Ações de Transportes informou à equipe da RBS TV que vai levar as sugestões para o Ministro dos Transportes. A comitiva catarinense deve receber uma resposta em quinze dias. No cronograma do Governo Federal, os leilões das estradas deveriam acontecer em 2015 e 2016, mas nenhum foi feito.

 

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